PMDB não consegue reforçar partido em São Paulo

Na última semana de troca-troca partidário para quem quer se candidatar em 2010, o PMDB comemora a filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, mas não conseguiu reforçar o partido em São Paulo. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, tinha a intenção de se filiar à legenda, assim como o prefeito de Campinas, Doutor Hélio (PDT). Apesar de a direção nacional defender a entrada dos dois, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia vetou os nomes.

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

30 de setembro de 2009 | 19h56

"Quércia barrou a filiação sem qualquer consideração ou análise. Lá (em São Paulo) ele é democrata de menos. Lá, não quer ver nem ouvir e aqui, quer escancarar", afirmou o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN). Ele referia-se ao fato de Quércia ter se deslocado a Brasília para pedir ao presidente interino do PMDB, Michel Temer (SP), que não antecipasse um acordo com o PT para apoiar a ministra Dilma Rousseff à presidência da República. Quércia apoia o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), apontado como o maior adversário de Dilma. "Quércia não fez o partido crescer em São Paulo", completou o líder.

Henrique Alves reiterou hoje que os parlamentares que deixarem o partido não sofrerão retaliação. A legenda não pretende pedir o mandato de volta, adotando a lei da fidelidade partidária. "O PMDB compreenderá e não vai buscar o mandato de ninguém. O partido agradece a colaboração dos deputados e respeitará a decisão", afirmou o líder peemedebista.

Saída

O líder recebeu hoje a deputada Rita Camata (ES) que anunciou sua desfiliação do PMDB. A deputada se filiará no PSDB e pretende disputar uma vaga no Senado no lugar de seu marido, Gerson Camata (PMDB-ES), que não concorrerá às eleições.

No Espírito Santo, o PMDB, comandado pelo governador, Paulo Hartung, já tem um acerto eleitoral com o PT e montará um palanque para a candidata Dilma Rousseff. Rita Camata, que foi candidata a vice na chapa de José Serra na disputa pela presidência em 2002, quer ajudar o governador paulista na campanha à presidência. Rita Camata vai compor a chapa com o deputado Luiz Paulo Velozo Lucas (PSDB-ES), que disputará o governo do Estado.

O PMDB vai perder também o deputado Laerte Bessa (DF), que se filiará ao PSC, acompanhando o ex-governador do DF Joaquim Roriz, o deputado Geraldo Pudim (RJ), que vai para o PR, partido que já abriga o ex-governador do Rio Anthony Garotinho, e o deputado Carlos Alberto Canuto (AL), vai para o PSC. O deputado Antonio Bulhões (SP) ainda analisa a saída do partido.

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