PMDB mira 2018 e fala em 18 nomes na disputa estadual

Peemedebistas e petistas marcham juntos em apenas cinco Estados: Pará, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará

Marcelo Portela e Pedro Venceslau, O Estado de

04 de novembro de 2013 | 22h16

Belo Horizonte - O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta segunda-feira, 4, em Belo Horizonte, que o partido pretende apresentar candidato à Presidência em 2018. Para isso, a legenda, principal aliada do PT no governo federal, quer disputar os Executivos estaduais na maior parte do País, em 2014, inclusive contra candidatos do atual parceiro.

"Vamos lançar pelo menos 18 a 20, para eleger dez. A ideia é preparar um candidato para 2018", disse Raupp em reunião do partido na capital mineira. A tendência, prosseguiu, "é confirmar a aliança Dilma-Michel" para o Planalto, mas "os Estados têm liberdade total para montar suas chapas", avisou. O evento foi organizado para apresentar novos filiados do partido em Minas, entre eles Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar. A direção do PT mineiro tenta articular uma aliança com o empresário em torno da candidatura do ministro Fernando Pimentel ao governo de Minas.

O senador Roberto Requião (PR) defendeu, no evento, a ruptura da parceria com o PT e o lançamento de candidatura própria à Presidência já no ano que vem. Requião acusou os dois governos Lula e o da presidente Dilma de terem atraído o "capital vadio" para o País. E advertiu que a aliança com o PT "pode afundar definitivamente a economia do País". Raupp ponderou, no entanto, que acha inviável para o partido encabeçar a disputa nacional em 2014: "Não há tempo".

No cenário atual, as duas legendas marcham juntas em apenas cinco Estados: Pará, Amazonas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Eleição interna. A decisão do PMDB ocorre no momento em que a cúpula nacional do PT volta suas atenções para o Processo de Eleição Direta (PED) que definirá, no próximo domingo, a nova direção da sigla.

Dos seis candidatos à presidência do partido, cinco são críticos a tese de priorizar a aliança com os peemedebistas. Candidato à reeleição e favorito na disputa, o atual presidente do PT, Rui Falcão, tem a prerrogativa de embargar candidaturas locais. Mas para evitar desgastes internos, ele optou por esperar que as novas direções estaduais do partido sejam eleitas nesse fim de semana.

Nas útlimas semanas, a presidente Dilma Rousseff atuou diretamente para evitar o racha com o PMDB nos estados. Seu projeto é privilegiar candidaturas ao Senado e lançar nomes ao governo em apenas 12 estados: Acre, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo e Paraná.

O problema é que diretórios petistas de estados que estavam mapeados como passíveis de intervenção pró-PMDB avançaram por outros caminhos. Em Goiás, por exemplo, os petistas não abrem mão de uma candidatura própria em vez de apoiar Irís Rezende ou José Batista Jr do PMDB.

No Espírito Santo, os petistas insistem em subir no palanque do governador Renato Casagrande (PSB), mas a cúpula do PT quer evitar alianças locais com o PSB. E no Maranhão, cresce o movimento para que o PT apoie Flávio Dino, do PC do B.

 

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