PMDB mineiro começa a traçar estratégias para pleito

O PMDB mineiro já começou a traçar estratégias para as eleições municipais de 2012. Hoje, as principais lideranças do partido reuniram-se em Belo Horizonte e a proposta inicial é de que a legenda tenha candidato em todos os 853 municípios do Estado. No entanto, o que a executiva estadual já dá como certa é a candidatura própria em todos os 66 municípios de Minas que têm população acima de 50 mil habitantes.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

14 de março de 2011 | 18h14

"Nossa ideia é ter candidato em todas as cidades, mas, acima de 50 mil habitantes, sempre estaremos em uma chapa, com candidato a prefeito ou a vice", afirmou o presidente do diretório estadual do partido, deputado federal Antônio Andrade, após o encontro. Além da executiva estadual, também participaram da reunião deputados estaduais e federais peemedebistas.

Segundo Andrade, a legenda dará prioridade a composições com o PT e outros partidos que integram a base aliada da presidente Dilma Rousseff. Mas ressalta que coligações com outros partidos, até de oposição ao governo federal, não estão descartadas. "Estaremos prioritariamente reproduzindo a aliança nacional. Mas vamos respeitar particularidades (locais). Há cidades em que já há aliança com outros partidos", adiantou.

Nas eleições de 2008 para a prefeitura de Belo Horizonte, por exemplo, PMDB e PT estavam em campos opostos. O então prefeito e hoje ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), aliou-se ao ex-governador e atual senador Aécio Neves (PSDB) em torno da candidatura de Marcio Lacerda (PSB), que tem como vice o petista Roberto Carvalho. O grupo derrotou, no segundo turno, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB). "Se até o PT pode se aliar ao PSDB, por que nós não poderíamos?", indagou Antônio Andrade.

O parlamentar não quis confirmar se o próprio Quintão será o candidato na capital e afirmou que a legenda ainda não pôs em pauta quem serão os possíveis candidatos em 2012. Mas defende desde já a candidatura própria como cabeça de chapa, mesmo contra aliados, em todos os municípios onde as eleições são decididas em dois turnos. "Vamos ter a candidatura própria no primeiro turno e a composição, depois, vai depender de quem for para o segundo turno", disse.

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