Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

PMDB lança Chalita e candidato promete anunciar vice até quinta

Em ato no centro de São Paulo para oficializar candidatura, peemedebista reforça a imagem religiosa e faz críticas a adversários

Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

24 Junho 2012 | 16h39

O PMDB oficializou neste domingo, 22, a candidatura do deputado federal Gabriel Chalita a prefeito de São Paulo. Como previsto, o candidato não apresentou seu vice, mas afirmou que escolherá um nome para compor a chapa até quinta-feira, 28. A convenção municipal foi na Praça da Sé, centro da capital paulista.

 

Em rápida entrevista, Chalita prometeu definir o vice em diálogo com os demais partidos da coligação - PSC, PSL, PTC. Dentro do PMDB, há quem aposte mais em chapa pura. Nomes do próprio partido já foram cogitados. Um dos que se coloca à disposição é o deputado estadual Jooji Hato.

 

Lideranças da sigla, entre elas o vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente nacional do partido, o senador Valdir Raupp, participam do evento. Estiveram presentes também peemedebistas do Rio, como o deputado federal Eduardo Cunha e o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco.

 

O evento contou com forte esquema de segurança e parte da praça foi cercada por grades e quem quisesse participar precisava passar por um detector de metais. Durante todo o ato foi tocado o jingle da campanha, que faz ataques indiretos ao candidato tucano José Serra e à gestão de Gilberto Kassab (PSD). Antes, o peemedebista participou de uma missa, acompanhado de Temer e outras lideranças do partido.

 

Relação com PT. Foi a primeira vez que Michel Temer subiu no palanque ao lado de Chalita. Antes Temer participava apenas de articulações, mas não aparecia em eventos. Ele assegurou agora que participará da campanha nos programas de televisão e afirmou que o pleito não vai interferir na relação do PMDB com o PT no governo federal. "Não se pode deixar que a disputa local em São Paulo ou em qualquer lugar do País possa contaminar a aliança nacional", disse.

 

Coube a Raupp, porém, criticar as alianças costuradas pelo PT - como o próprio Chalita já havia feito. O alvo foi a nomeação de um aliado de Paulo Maluf (PP) para a Secretaria de Saneamento Ambiental no Ministério das Cidades. Logo quando o partido anunciava apoio ao petista Fernando Haddad. Maluf também negociava cargos na pasta de Habitação do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

 

"As três máquinas mais poderosas do Brasil estão a serviço de outros candidatos", disse o senador em referência aos governos federal, estadual e municipal. "Teve um partido, que não vou nem falar o nome, que ficou entre uma secretaria estadual e uma nacional. Não entrou dinheiro (na negociação), mas entrou um orçamento poderoso".

 

Sem conseguir fechar acordos para coligação, Chalita passou a pregar em discurso uma candidatura de aliança com o povo. Quando a convenção terminou, ele foi até a parte atrás do palco tirar fotos com populares. "Foi maravilhoso", disse.

 

O PMDB fracassou nas últimas tratativas para tentar conseguir apoio do PP. E dá como perdida para o PT a aliança com o PC do B. "Nós vamos para a disputa sozinhos. E vamos muito bem", disse Temer - um dos líderes das conversas entre os partidos.

 

 

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