André Dusek/Estadão
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PMDB indica investigado da Lava Jato para Conselho de Ética do Senado

Romero Jucá, assim como outros membros do colegiado, foram escolhidos a dedo pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também está sob suspeita de ter participado do esquema de corrupção da Petrobrás.

Isadora Peron , O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2015 | 21h40

Brasília - Investigado na Operação Lava Jato, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) foi um dos indicados pelo PMDB para fazer parte do Conselho de Ética do Senado. Ele, assim como outros membros do colegiado, foram escolhidos a dedo pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que também está sob suspeita de ter participado do esquema de corrupção da Petrobrás.

Sem fazer alarde, Renan colocou em votação simbólica, na última terça-feira, 2, as indicações dos partidos para compor colegiado, que terá de julgar eventuais pedidos de cassação dos mandatos caso fique comprovado a participação dele, de Jucá e outros senadores nos desvios da estatal. 

Dos 11 integrantes do colegiado, apenas Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e João Capiberibe (PSB-AP) costumam fazer uma oposição mais dura em relação a Renan.  Outro aliado do peemedebista que fará parte do colegiado será o senador João Alberto Souza (PMDB-MA), que deve ser reconduzido ao cargo de presidente do conselho pela quinta vez e tem fama de não levar as apurações adiante. Em 2010, foi ele o responsável por arquivar o processo por quebra de decoro contra o então senador José Sarney (PMDB-AP), após o seu envolvimento no caso dos atos secretos do Senado. 

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