PMDB indica Garibaldi, Novais, Geddel e Moreira Franco para 1º escalão de governo Dilma

Ex-governador do Amazonas e senador eleito Eduardo Braga (PMDB-AM) foi cogitado para a Previdência, mas recusou indicação sob o argumento de que não tem perfil para a pasta

Andrea Jubé Vianna, Agência Estado

07 Dezembro 2010 | 16h01

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), confirmou há pouco à Agência Estado que encaminhou o nome do senador reeleito Garibaldi Alves (PMDB-RN) à presidente eleita, Dilma Rousseff, para assumir o Ministério da Previdência Social. O nome do ex-governador do Amazonas e senador eleito Eduardo Braga (PMDB-AM) foi cogitado, mas ele recusou a indicação sob o argumento de que não tem perfil para a pasta.

 

Dilma recebeu a indicação de Garibaldi das mãos do presidente do PMDB e vice-presidente eleito, Michel Temer, durante o almoço entre ambos na Granja do Torto. Mas Dilma ainda não convidou Garibaldi para se reunir com ela. O convite deve ocorrer nas próximas horas. A meta é encerrar as pendências com o PMDB e bater o martelo em relação aos nomes dos ministros o quanto antes.

 

O Ministério da Previdência, juntamente com o do Turismo, foi oferecido ao PMDB como uma compensação pela perda de duas pastas de peso: das Comunicações e da Integração Nacional. Entretanto, a pasta não acendeu a cobiça dos peemedebistas. Ao contrário, tem sido apontada como um vespeiro, porque seu titular desempenhará missões delicadas, como negar o aumento dos aposentados. Também enfrentará debates complexos como o fim do fator previdenciário e a ampliação do reajuste do salário mínimo aos aposentados que recebem dois salários mínimos ou mais. Eduardo Braga recusou, mas Garibaldi topou encarar o desafio. Falta a chancela de Dilma ao seu nome.

 

A configuração idealizada pelo PMDB para o Ministério do Turismo prevê o deputado Pedro Novais (PMDB-MA) na condução da pasta e o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) na presidência da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), autarquia vinculada ao ministério. O nome de Novais foi referendado pela bancada do PMDB na Câmara e encaminhado à presidente eleita, Dilma Rousseff. Novais foi convidado hoje pela manhã pela presidente e já aceitou.

 

O PMDB procura um cargo no primeiro escalão do governo federal para acomodar Geddel Vieira Lima, um dos integrantes do seleto grupo político do presidente da legenda e vice-presidente eleito, Michel Temer. Ex-ministro da Integração Nacional, Geddel perdeu a eleição para governador da Bahia e se tornou adversário político do governador reeleito, Jaques Wagner (PT). Apesar das resistências do PT, tudo indica que o PMDB conseguirá acomodá-lo na máquina federal, embora não seja na vaga cobiçada por ele: a presidência da Infraero.

 

A indicação de Novais partiu do líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), que procurava um nome do Nordeste para o posto. Segundo um integrante da bancada, Novais é economista e tem qualificação para o cargo. O maranhense também conta com a simpatia do futuro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Novais foi presidente da comissão especial que analisou a proposta de emenda constitucional de prorrogação da CPMF em 2007, enquanto Palocci foi o relator da matéria.

 

Para a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), vinculada à Presidência da República. Michel Temer deve indicar o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco. De início, Moreira Franco rejeitou a oferta, mas voltou atrás depois da proposta do deputado Antonio Palocci, um dos coordenadores da transição. O futuro ministro-chefe da Casa Civil ofereceu ao PMDB um formato "vitaminado" da pasta, pelo qual a SAE assumiria o comando do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) – o chamado "Conselhão", que hoje integra a estrutura da Secretaria de Relações Institucionais.

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