PMDB governista tenta barrar Itamar

A cúpula governista do PMDB começou uma ofensiva para impedir o lançamento da candidatura do governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), ao Palácio do Planalto, na convenção nacional de setembro, que vai escolher novo presidente do partido. Dispostos a impedir que Itamar aproveite o embalo favorável das pesquisas eleitorais e imponha seu nome ao partido, os aliados do Planalto propõem a união dos convencionais para aprovar logo a tese do lançamento de um peemedebista na corrida presidencial de 2002, desde que a escolha dos nomes fique para o fim do ano. "É preciso que fique claro que a unidade do partido é mais importante que o candidato, seja qual for o candidato", argumenta um cardeal da ala governista.Com esta estratégia, os aliados do Planalto querem que o governador de Minas decida se permanece ou não no PMDB, independente de o partido firmar compromisso com sua candidatura. De acordo com a lei eleitoral, o prazo de filiação partidária para os candidatos às eleições de 2002 encerra-se na primeira semana de outubro. Em uma reação rápida à movimentação do ex-deputado Paes de Andrade (CE), que trabalha para voltar à presidência do partido e lançar Itamar na convenção, os aliados do governo começaram a montar a "chapa da unidade" para compor o diretório nacional que será eleito pelos convencionais. Quem puxa as assinaturas é o senador Pedro Simon (PMDB-RS), outro pré-candidato do PMDB na disputa presidencial, a quem também não interessa precipitar a definição. A iniciativa do movimento partiu dos diretórios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, mas já incluiu conversas com o presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia, e a articulação com dirigentes peemedebistas em dez Estados.

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