PMDB governista não consegue impedir convenção em SP

A ala governista do PMDB sofreu hoje uma derrota no Superior Tribunal Eleitoral (TSE). A ministra Ellen Gracie decidiu não atender ao pedido da Executiva Nacional do PMDB que solicitou medida cautelar contra a realização da convenção extraordinária do partido, no domingo, em São Paulo. Em seu despacho, a ministra argumentou que essa polêmica não é da competência da Justiça Eleitoral. A convenção de domingo é defendida pela ala oposicionista do partido, favorável ao lançamento de candidatura própria à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. A convenção da ala governista está marcada para o próximo dia 8, em Brasília. "Não vamos considerar válida nenhuma decisão que venha a ser adotada por essa convenção de São Paulo", afirmou o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). Em sua avaliação, a decisão da ministra Ellen Gracie não representa uma derrota para a cúpula do partido porque "não houve exame do mérito do pedido". Mas Temer admitiu que, agora, fica criada uma pendência jurídica para as prévias do partido, marcadas para o dia 17 de março. "Criou-se um problema sério porque eles vão tomar decisões nessa convenção e vão à Justiça querendo que elas tenham validade para as prévias", reconheceu. Uma das decisões que a convenção extraordinária do PMDB deverá adotar é a redução do quórum das prévias. A cúpula do partido exige a presença de 50% dos cerca de 16 mil dos convencionais para que as prévias tenham validade. Mas a ala oposicionista quer reduzir esse quórum para 20%. "Vamos decidir os rumos do PMDB e a direção do partido terá agora, depois da decisão do TSE, de se curvar a nós", afirmou o senador Pedro Simon (RS), um dos três pré-candidatos do partido à Presidência.

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