PMDB governista articula desmonte da convenção do partido

Está em estágio adiantado a articulação dos governistas do PMDB para desmontar a convenção nacional, convocada para o dia 12, para decidir sobre o rompimento com o governo. Reunidos na chamada "ala da governabilidade", os peemedebistas que desejam manter o apoio ao governo já conseguiram a adesão de 20 dos 23 senadores dos partido. A exceção de Mão Santa (PI), Pedro Simon (RS) e Sérgio Cabral Filho (RJ), todos deram sua assinatura de apoio à nota que considera a convenção "inoportuna e incoerente no momento nacional" e ainda aponta como "fator de divisão irreversível do partido". A nota de 16 linhas não fala em adiamento da convenção. Em se tratando de um documento político para reverter o clima favorável à reunião dos convencionais em Brasília, os governistas adotaram a estratégia de cobrar da direção nacional que ouça os 1.058 prefeitos eleitos pelo PMDB. "Os prefeitos que tomarão posse em 1º de janeiro precisam ter o apoio da direção partidária, no atendimento aos seus pleitos na esfera federal para que possam enfrentar as dificuldades de suas realidades municipais", afirma a nota. A nota destaca também que a característica do PMDB sempre foi a pluralidade de correntes e o respeito à diversidade de opiniões. Prega ainda o diálogo entre os vários grupos, como único caminho para permitir a convivência em momentos difíceis. "Houve sempre um terreno comum de interesse público, em que foi possível encontrarmos soluções. Temos demonstrado amadurecimento e uma inteira consciência do papel do PMDB nos desafios internos e desta posição não devemos nos afastar", encerra a nota. Ao mesmo tempo em que consegue adesões no Senado, a "ala da governabilidade" busca a assinatura dos deputados do partido em apoio ao texto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.