PMDB formalizará apoio a Lula na próxima quinta

O Conselho Político do PMDB deve aprovar a participação do partido no governo de coalizão, na próxima quinta-feira e no dia seguinte, sexta-feira, uma comissão irá ao Palácio do Planalto comunicar a decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retorna da viagem à Nigéria. Esse foi o resultado do almoço realizado nesta terça-feira no apartamento do presidente do PMDB, deputado Michel Temer, com o presidente do Senado, Renan Calheiros, os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do Amazonas, Eduardo Braga, o senador José Sarney e Orestes Quércia. "Há uma manifestação majoritária no sentido de participar do governo", afirmou o governador Eduardo Braga, acrescentando que ainda haverá diálogo com o grupo de seis senadores que se declara de oposição ao governo Lula. "Estamos priorizando agora o governo de coalizão", disse Renan Calheiros.A questão das presidências da Câmara e do Senado foi discutida no almoço e a idéia é consolidar a reeleição de Renan Calheiros e buscar um acordo para a presidência da Câmara. O deputado Geddel Vieira Lima, pré-candidato, afirmou que o PMDB tem direito a indicar o presidente da Câmara, mas que não criará dificuldades, nem transformará isso em um "guerra de fim de mundo". "A candidatura do PMDB à Câmara só acontecerá para encarnar o movimento de unidade do partido e sem patrocinar conflitos para o governo", afirmou. Orestes Quércia, que organizou o almoço para selar a paz dentro do partido, disse que sai satisfeito do encontro. "Acho que há consenso no sentido de participar da coalizão". O deputado Michel Temer acredita que no segundo governo o seu partido terá espaço maior mas prefere, por enquanto, não antecipar o assunto. "Vou cumprir etapas", afirmou. Da reunião do conselho político, que poderá reunir mais de cem representantes, uma vez que as bancadas serão também convidadas, serão discutidos os pontos da agenda mínima proposta por Lula na semana passada ao PMDB, quando fez o convite para o partido integrar a coalizão."Suponho que estes projetos serão negociados previamente pela coalizão antes de encaminhados ao Congresso", previu Temer ao citar iniciativas como reformas política e tributária e outras medidas para o crescimento e solução do endividamento dos estados.Este texto foi alterado às 15h56 para acréscimo de informação

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.