PMDB fecha a favor da CPMF; Renan se abstém em decisão

Senador afirmou que se absteve para evitar especulações de que faz pressão entre os peemedebistas por CPMF

CIDA FONTES, Agencia Estado

07 de novembro de 2007 | 17h24

A bancada do PMDB no Senado decidiu nesta quarta-feira, 7, fechar questão em favor da prorrogação da cobrança da CPMF até 2011. Dois senadores se abstiveram: Renan Calheiros(AL) - presidente licenciado do Senado - e Pedro Simon(RS). Já se manifestaram publicamente contra a CPMF os senadores Jarbas Vasconcelos(PE) e Mão Santa(PI). O PMDB tem hoje 20 senadores.  Renan afirmou que se absteve para evitar especulações de que estaria fazendo pressão entre os peemedebistas para aprovar a prorrogação da CPMF. Mas assegurou que vai votar a favor da prorrogação.  Veja Também:  Entenda como é a cobrança da CPMF  Veja a proposta do governo sobre a CPMF apresentada ao PSDB PSDB encerra negociação e decide votar contra CPMFPSDB recusa proposta do governo de isentar CPMF até R$4.340Governo atacará no 'varejo' para conseguir votar CPMF O peemedebista disse ainda que o fechamento de questão da bancada do PMDB representa um gesto político. Ou seja, segundo ele, não implica punição aos senadores que não seguirem a decisão da bancada.  Além de Renan, também se absteve da decisão o senador Pedro Simon. O senador Mão Santa (PI) manifestou-se contra a prorrogação. O líder do PMDB, senador Valdir Raupp, vai fazer um discurso em plenário daqui a pouco para anunciar a posição da bancada e defender, em nome da bancada, a redução progressiva da alíquota da CPMF.  No varejo Sem o PSDB, o governo também atacará no "varejo" para conseguir os votos necessários à aprovação, no Senado, da proposta de emenda constitucional que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. "Vamos trabalhar no varejo e buscar o diálogo com os senadores", disse um auxiliar do ministro da Fazenda, Guido Mantega.Após a decisão anunciada na última terça-feira pela bancada do PSDB de rejeitar a proposta de negociação apresentada pela equipe econômica do governo, a estratégia agora é reforçar os contatos individuais no Senado, com o apoio dos governadores do PSDB, e buscar uma coesão forte da base aliada, sobretudo com os senadores do PMDB.  O clima na equipe de Mantega foi de frustração após o anúncio da decisão do PSDB, depois de o governo ter cedido mais aos tucanos ampliando a isenção da CPMF para os trabalhadores com renda até R$ 4.340,00. A avaliação no governo é a de que as negociações ficaram mais difíceis, mas ainda há espaço para o diálogo, principalmente com a ajuda dos governadores favoráveis à prorrogação da CPMF, entre eles Aécio Neves (Minas Gerais) e José Serra (São Paulo). Posição da bancada Os principais líderes do PSDB consideram provável que o partido feche questão contra a prorrogação da CPMF em reunião da Executiva Nacional. O encontro ainda não foi marcado, mas, segundo expectativa de parlamentares tucanos, poderá ocorrer na próxima semana caso o governo federal use os governadores do PSDB para tentar flexibilizar a posição da bancada de senadores. Apenas dois votos favoráveis à CPMF de senadores tucanos seriam suficientes para garantir a vitória ao governo. Por outro lado, avaliam, essa hipótese abriria uma crise política no partido. Por isso, os líderes não acreditam que eventuais investidas dos governadores do PSDB junto a senadores possam resultar em mudança de posição da bancada. Isso só forçaria o fechamento de questão, obrigando todos a votarem unidos sob pena de punição partidária.O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), ressaltou que a posição dos governadores ao longo do processo foi "exemplar" e aposta que eles continuarão nesta postura. "Foi um comportamento exemplar de todos, respeitando a autonomia da bancada", disse, lembrando que, nas conversas com Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), ambos defendiam uma negociação boa para os Estados. "Mas essa proposta boa não apareceu", completou Virgílio.     

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