PMDB fará nova ofensiva contra diretoria de fundo

Partido vai encomendar auditoria paralela à perícia oficial determinada por Lula, a fim de obter munição para derrubar comando do Real Grandeza

Christiane Samarco, O Estadao de S.Paulo

27 de fevereiro de 2009 | 00h00

O braço do PMDB alojado em Furnas resolveu encomendar uma auditoria privada paralela para obter munição contra a atual diretoria da Fundação Real Grandeza, que administra R$ 6,3 bilhões em recursos previdenciários da estatal e da Eletronuclear. O movimento é um contra-ataque à perícia oficial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), encomendar à Controladoria-Geral da União (CGU). O temor dos peemedebistas é que, na prática, o trabalho da CGU funcione como um atestado de bons antecedentes e reforce a posição da atual diretoria que eles querem afastar.Os peemedebistas não se conformam com a decisão de Lula de impor derrota a Lobão e ao partido. Setores da cúpula do partido consideram a demissão do presidente do Real Grandeza, Sérgio Wilson Ferraz Fontes, "questão de honra". "O assunto é administrativo, mas o ministro é assumidamente do PMDB e, assumidamente, o PMDB respalda sua gestão", diz o líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).Um dirigente do PMDB alertava ontem para as repercussões que o episódio pode ter na sucessão presidencial. O parlamentar entende que, se o governo e o PT desmoralizam o PMDB e seu ministro, é sinal de que não consideram o partido um parceiro confiável para a disputa de 2010.

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