PMDB espera Lobão virar ministro para pedir cargos

O PMDB não abdicou de emplacar afilhados políticos na direção das estatais subordinadas ao Ministério de Minas e Energia. Mas, com a nomeação praticamente certa do senador Edison Lobão (PMDB-MA) para o comando do ministério, o partido resolveu dar uma trégua à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vetou a entrega da pasta ao PMDB no sistema de "porteira fechada", com todos os cargos das estatais distribuídos a filiados da legenda."Não haverá litígio entre Minas e Energia e a ministra Dilma Rousseff. Os dois estão no mesmo governo", disse ontem o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP). "A partir da designação do ministro, vão se iniciar as conversações sobre os cargos nas estatais. O partido não tem pretensão de assumir o comando de todas as diretorias de estatais", disse o senador Valter Pereira (PMDB-MS). "Primeiro, a indicação do ministro. Depois veremos o que vem", observou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB-PE). Lobão deverá ser anunciado para o ministério na quarta-feira, assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar de Cuba. Após emplacar Lobão, o senador José Sarney (PMDB-MA) quer indicar Astrogildo Quental para a presidência da Eletrobrás. Já o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) quer pôr Lívio Rodrigues no comando da Eletronorte, enquanto Romero Jucá (PMDB-RR) pleiteia a Eletrosul para o ex-governador de Santa Catarina Paulo Afonso Vieira.

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