PMDB do Rio deve romper aliança com PT

Paes deixa secretaria e fica livre para ser candidato do partido de Cabral

Talita Figueiredo, RIO, O Estadao de S.Paulo

06 de junho de 2008 | 00h00

A exoneração a pedido do secretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Eduardo Paes, pode significar o fim da aliança entre PT e PMDB para a eleição à Prefeitura do Rio. Segundo o governo fluminense, a demissão será publicada hoje. Paes deixou o PSDB no ano passado, com a intenção de se candidatar pelo PMDB do governador Sérgio Cabral. Com a aliança, Cabral anunciara em março apoio ao deputado estadual petista Alessandro Molon.Mas o PMDB está insatisfeito. A crítica é que o PT não cumpriu o acordo de abrir mão de candidaturas em 11 municípios do Rio. Ontem, líderes dos dois partidos tiveram de uma tensa reunião no Rio. O resultado é que na segunda-feira o PMDB deve votar o fim das alianças com o PT e o DEM (aprovada em novembro) e anunciar que terá candidato próprio - além de Paes, o deputado federal e ex-secretário de Segurança do Rio Marcelo Itagiba quer disputar a vaga. A convenção do partido está marcada para dia 22."A notícia nos pegou de surpresa", disse Molon ontem. "O PT, apesar disso, seguirá firme na eleição, com minha candidatura e nosso projeto para a cidade. As direções regional e municipal do PT se manifestarão após pronunciamento oficial do PMDB." Cabral e Paes estão na Grécia, onde participaram na quarta-feira da cerimônia que confirmou o Rio entre as quatro cidades finalistas para sediar as Olimpíadas de 2016.AÉCIOEm Belo Horizonte, por outro lado, o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse ontem ter "convicção" de que ele e o prefeito Fernando Pimentel (PT) estarão juntos na aliança pela candidatura de Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura. Depois de praticamente descartar a possibilidade de apoio informal do PSDB, Aécio adotou posição mais branda, afirmando que a presença formal na aliança não tem tanta importância e é algo que será decidido pelos partidos "no momento certo"."Se eles estarão apoiando formalmente ou informalmente, não importa. O que tenho convicção é de que o prefeito Pimentel, eu e lideranças expressivas de Belo Horizonte, vereadores estarão em torno desse projeto", reiterou. "O desenho dessa aliança vai ser dado pelos partidos. O que está em jogo é o seguinte: o que é mais importante, a vaidade desse ou daquele dirigente, o interesse eleitoral desse ou daquele partido ou o interesse da população de Belo Horizonte?" COLABORARAM EDUARDO KATTAH e DANIELA NAHASS, ESPECIAL PARA O ESTADO

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