PMDB discute sucessão no comando nacional

A sucessão do comando nacional do PMDB está sendo discutida hoje pela bancada do partido no Senado, além da proposta de criação das CPIs destinadas a investigar os bingos e o caso Waldomiro Diniz. A eleição dos novos integrantes da Executiva Nacional do PMDB está marcada para 14 de março. Nas últimas 24 horas cresceu o movimento em favor da candidatura do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em substituição ao deputado Michel Temer (PMDB-SP) na presidência do PMDB. Sarney tem sido procurado por colegas de Senado, a quem salienta que não pretende disputar o posto com Michel Temer. Ou seja, ele só aceita sair candidato como nome de consenso. Os articuladores da candidatura de Sarney à presidência do PMDB acham que ele poderá conciliar o cargo com o comando do Senado e, justamente pela influência que ele desfruta no Congresso e no governo, o partido não teria um melhor nome no momento. Aliados de Sarney argumentam, por sua vez, que uma decisão dessa natureza significaria sua exclusão da reeleição na presidência do Senado, já que no próximo ano não poderia acumular os dois postos. A permissão para que os presidentes da Câmara e Senado possam se reeleger está em discussão na Câmara, sendo acompanhada com atenção por partidários do PT que estão de olho no lugar do deputado João Paulo Cunha. Caso Sarney aceite o comando do PMDB, a vaga de presidente do Senado poderá ficar com o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que tem assumido publicamente uma posição mais firme em defesa ao governo do PT, principalmente agora que a oposição tenta vincular o caso Waldomiro Diniz ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Ontem ficou provado que não tem nada que envolva o ministro", concluiu o líder.

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