PMDB discute fusão com seis legendas, diz presidente

O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou nesta terça-feira que o partido discute se fundir com seis legendas. Raupp não quis revelar quais são os partidos, mas acredita que as conversas se intensificarão após as eleições municipais.

RICARDO BRITO, Agência Estado

17 de julho de 2012 | 12h27

"Nós estamos conversando. Neste momento de eleição, não seria interessante dizer os nomes. Após as eleições, vamos intensificar as conversas e a possibilidade de fusão é praticamente real. Nós estamos conversando com meia dúzia de partidos", afirmou. Um dos que participam dessas tratativas é o Democratas.

Raupp disse que há um "desconforto" de várias legendas com o que chamou de "pulverização de partidos". Atualmente são 30 disputando as eleições. "Esse número está excessivo. Estou sabendo que igrejas estão querendo criar novos partidos. Em 2014, podem criar mais meia dúzia. Vai virar uma torre de babel, com todo respeito à democracia", avaliou.

Segundo o presidente do PMDB, as fusões no ano que vem poderiam amenizar este quadro, fortalecendo os partidos. Para o peemedebista, a tendência para a eleição de 2014 é a legenda encampar a reeleição da presidente Dilma Rousseff e, somente em 2018, almejar uma candidatura própria. Questionado sobre quais seriam os nomes, Raupp disse: "Não se forma liderança do dia para a noite: (Michel) Temer, (Sérgio) Cabral, (Eduardo) Paes, (Gabriel) Chalita. Precisa projetar nomes para 2018".

Raupp disse que o PMDB espera eleger em outubro 1,2 mil prefeitos. O partido lançou cerca de 2,3 mil candidatos a prefeitos, 1,7 mil a vice-prefeitos e 41 mil candidatos a vereadores. O presidente do PMDB, que lançou hoje um novo site do partido integrado a redes sociais, se licencia nesta terça-feira do Senado para se dedicar às candidaturas da legenda.

Ele afirmou ainda não ver "nada demais" no fato de o partido presidir, a partir de 2013, a Câmara e o Senado ao mesmo tempo. Na Câmara, o nome do líder da bancada, Henrique Eduardo Alves (RN), está, segundo Raupp, "consolidado". E no Senado, completou, a praxe é a maior bancada lançar o candidato. Entre os potenciais postulantes, estão o líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (MA), que poderia reassumir o cargo de senador.

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