PMDB deverá aceitar hoje a Secretaria de Assuntos Estratégicos

O presidente do PMDB e vice-presidente eleito, Michel Temer, deve comunicar, em almoço com a presidente eleita Dilma Rousseff, que a legenda aceita ficar com a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), vinculada à Presidência da República. Para assumi-la, Temer deve indicar o ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco.

Andrea Jubé Vianna,

07 Dezembro 2010 | 15h41

 

A se confirmar este cenário, caberia ao PMDB o controle de seis ministérios no futuro governo Dilma: Agricultura, Turismo, Minas e Energia, Previdência Social, Defesa e SAE. Entretanto, a cúpula peemedebista credita a indicação de Nelson Jobim para permanecer à frente da Defesa à cota pessoal de Dilma e contabiliza para a legenda apenas cinco ministérios.

 

A Secretaria de Assuntos Estratégicos foi oferecida ao PMDB como um item da cota pessoal do vice-presidente eleito. A pasta foi criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atender um pleito do vice-presidente José Alencar, que desejava acomodar o professor Mangabeira Unger, então no PRB, no primeiro escalão do governo. Unger depois filiou-se ao PMDB.

 

De início, Moreira Franco rejeitou a oferta, mas voltou atrás depois da proposta do deputado Antonio Palocci, um dos coordenadores da transição. O futuro ministro-chefe da Casa Civil ofereceu ao PMDB um formato "vitaminado" da pasta, pelo qual a SAE assumiria o comando do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) - o chamado "Conselhão", que hoje integra a estrutura da Secretaria de Relações Institucionais.

 

Depois do imbróglio envolvendo o anúncio precipitado do secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, o futuro titular do Ministério da Saúde não deve mais ser indicado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB). Por ora, o nome mais provável para assumir a pasta continua sendo o do sanitarista Gonzalo Vecina Neto, conforme adiantou o Estado de S. Paulo.

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