PMDB derrota Dilma e põe Paulo Conde em Furnas

O PMDB já dá como certa a conquista da presidência da estatal Furnas Centrais Elétricas pelo ex-prefeito do Rio e ex-vice-governador Luiz Paulo Conde, e agora, antes mesmo da definição de importantes cargos de segundo escalão na Petrobrás e no Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), o partido quer garantir também uma vice-presidência do Banco do Brasil para o ex-governador e ex-senador por Goiás Maguito Vilela. A conquista de Furnas foi conseguida impondo uma derrota à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que queria um técnico ligado ao setor de energia na presidência da estatal, em vez do arquiteto e urbanista Conde. Apesar da derrota, a ministra Dilma não desistiu de conter a fome dos partidos da base pelos cargos técnicos nas estatais e vai tentar impor o máximo de cargos de sua confiança no comando da maior empresa do setor elétrico do País. Os nomes do novo presidente e dos diretores têm que estar definidos em duas semanas, quando acontecerá a reunião do Conselho de Administração da estatal. Conde conversou na quarta-feira passada com o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, mas o convite formal ainda não foi feito. Os peemedebistas, no entanto, já consideram o assunto "presidência de Furnas" resolvido. Os peemedebistas esperam que ainda nesta semana comecem a ser resolvidas pendências como as presidências do DNOCS e da BR Distribuidora, além de diretorias da Petrobrás e do Banco do Brasil. "É natural que a bancada fique impaciente. Quanto mais cedo houver definição, melhor para o governo", disse nesta segunda-feira, 30, o líder peemedebista na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Maguito Vilela no BB No Banco do Brasil, o PMDB tenta garantir para Maguito Vilela a vice-presidência de Agronegócios. Maguito tinha sido indicado para a presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), mas o ministro José Gomes Temporão não aceitou indicação política para o cargo. Temporão rejeitou também o nome do ex-deputado José Priante (PA). "Priante é um nome muito importante para nós. Vamos conversar para pensar uma alternativa para ele", disse Henrique Alves. No DNOCS, os peemedebistas preparam-se para uma disputa difícil com o PT, que não está disposto a ceder a presidência, atualmente ocupada por Eudoro Santana, indicado por petistas do Ceará. "É um cargo fundamental para o Nordeste, para o semi-árido. Estamos em compasso de espera. O PT já tem o Banco do Nordeste. E é bom lembrar que o DNOCS está dentro de um ministério do PMDB, o da Integração Nacional. É natural que o partido tenha a presidência", diz o líder peemedebista, que indicou o ex-deputado Elias Fernandes (RN). As diretorias e subsidiárias da Petrobrás são outras ambições do PMDB que esbarram na ministra Dilma Rousseff. Oficialmente, a assessoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que Dilma está fora das negociações do segundo escalão, mas petistas ouvidos pelo Estado confirmaram que, assim como a ministra resistiu à indicação de Conde, ela também não viu com bons olhos o nome do ex-deputado Moreira Franco para a presidência da BR Distribuidora. A ministra nega ter vetado qualquer nome, mas tem lutado para garantir mais técnicos e menos políticos no setor de energia.

Agencia Estado,

30 Abril 2007 | 20h25

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