PMDB deixa escolha de ministério com FHC

Com o fracasso da reforma ministerial ampla, defendida pelo PMDB, as lideranças peemedebistas decidiram hoje "lavar as mãos" e deixar com o presidente Fernando Henrique Cardoso total responsabilidade pela indicação do ministro da Integração Nacional. Em nota distribuída hoje, os líderes no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL),e na Câmara, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), deixaram claro que as sugestões de nomes já foram levadas ao Palácio do Planalto, mas que cabe "tão somente" ao presidente fazer a escolha. ´Fizemos a nossa parte e a bola agora não está com a gente, cabe a ele escolher", afirmou o senador Calheiros, ressaltando, por sua vez, que o PMDB "nunca cobrou pressa do presidente". Com a nota, o PMDB enfatiza, segundo seus partidários, que deseja evitar disputas internas que já começam a ser exibidas nas bancadas por conta do ministério da Integração Nacional. Desde que o presidente pediu sugestões, há mais de um mês, os líderes estão sendo pressionados por parlamentares aindicarem nomes. Os primeiros cogitados foram o senador Ramez Tebet (PMDB-MS) e os deputados Eunício de Oliveira (PMDB-CE) e Benito Gama (PMDB-BA). Nenhum deles emplacou e, segundo peemedebistas, o nome de Tebet - considerado o favorito - teria sido vetado pelo PFL. Em seguida a lista se ampliou, sem que os próprios líderes tivessem controle. Eles foram obrigados, por exemplo, a incluir na lista outros indicados como os senadores José Alencar (PMDB-MG) e Ney Suassuna (PMDB-PB). Alencar, inclusive, assinou o requerimento de criação da CPI da Corrupção e já anunciou que não abre mãos de sua assinatura, mesmo que venha a ser escolhido para integrar o governo. Tanto Renan Calheiros quanto GeddelVieira Lima acreditam que a indicação do futuro ministro da IntegraçãoNacional deverá sair "em breve". Quanto à idéia de fazer uma reforma ministerial mais ampla, os líderes peemedebistas argumentaram que o próprio presidente teria afastado a hipótese por considerar que seria oportuno.

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