PMDB decide esta semana apoiar ou não o governo

O fim da novela entre o PMDB e o governo petista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está marcado para esta terça-feira. Depois da farta negociação de cargos federais para peemedebistas nos Estados, a executiva nacional reúne-se às 15 horas com o objetivo de analisar o relacionamento da legenda com o governo. "Sairá, naturalmente, o apoio ao governo. Eu até diria que não estou fazendo articulação nenhuma em favor disso porque, a esta altura, não há sequer alternativa", resume o presidente do partido, deputado Michel Temer (SP).Ainda assim, não será uma decisão unânime dos dirigentes peemedebistas, como reza a tradição partidária do sempre dividido PMDB. "Todos sabem que, na realidade, a executiva é o capítulo final, mas certamente alguém ainda vai levantar a tese da independência em relação ao governo", prevê o próprio Temer. Com razão. Afinal, a executiva tem representantes de dois estados que resistem ao atrelamento ao governo. Pelo menos dois adversários diretos do PT em seus estados, o deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS) e o presidente do PMDB de Pernambuco, Dorany Sampaio, devem se manifestar pela independência."Ainda assim, a decisão da executiva será menos polêmica do que a discussão das reformas constitucionais dentro do PT", aposta Michel Temer. Debates à parte, a reunião de amanhã criará um fato definitivo que, na avaliação do presidente do PMDB, dispensará a consulta a qualquer outra instância partidária. Os dirigentes do partido não querem esticar a polêmica, até porque a oferta de cargos a peemedebistas já criou um fato consumado. Como esta discussão também não interessa ao governo que se desgasta com a negociação no varejo, a palavra oficial da executiva bastará ao Palácio do Planalto.PSB - Ao mesmo tempo em que negocia postos federais com o PT, o PMDB articula para aumentar suas bancadas no Congresso. A mais recente investida do partido é no sentido de conquistar o secretário de segurança e ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB). Diante da insatisfação pública do secretário e sua mulher, a governadora Rosinha Mateus, com o PSB de Miguel Arraes, líderes e dirigentes peemedebistas investem no trabalho de aproximação de Garotinho, apresentando a legenda como uma alternativa política para abrigar seu grupo.

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