PMDB da Câmara reúne bancada com Gastão Vieira

A bancada do PMDB da Câmara fez uma rápida reunião hoje à noite para "adotar" o novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, como representante do grupo na Esplanada. Apesar de ser deputado federal, a indicação do ministro tem sido atribuída ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

20 de setembro de 2011 | 20h43

O líder do partido, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), abriu o encontro dizendo ter convidado Gastão a participar da reunião para que ele agradecesse à bancada. "As versões são as mais distorcidas no mercado, de que você teria sido indicado pelo presidente Sarney. Eu acompanhei todo o processo e a indicação teve o apoio radicado na importância de sua bancada", disse.

O ministro destacou que em alguns momentos houve divisões entre as bancadas da Câmara e do Senado e afirmou ter sempre estado ao lado dos deputados. Disse ainda ser "o mais fiel peemedebista de todos" e que sempre foi "quieto", evitando pedir cargos. Gastão afirmou ainda que nunca tomou qualquer atitude contra a liderança de Henrique, mas aproveitou para avisar aos colegas que não tem total autonomia no ministério.

"Não tenho autonomia para tomar decisões por conta própria. Existe uma equipe de governo, o funcionamento do governo é diferente do que acontece na Câmara", disse Gastão. Ele aproveitou ainda para fazer elogios ao antecessor. "O Pedro Novais deixou encaminhada uma série de ações e atitudes que facilitam o meu trabalho. Foi com base no trabalho que ele deixou, silencioso como seu temperamento, que estou conseguindo navegas nestes primeiros dias", afirmou o ministro.

Antes da reunião, Gastão conversou com a imprensa. Ele negou ter escolhido seu secretário-executivo. Segundo o ministro, caberá à presidente Dilma Rousseff a escolha. "Pedi à presidente Dilma que fosse alguém da Fazenda ou do Planejamento, com a intenção de que seja alguém que possa transitar no governo e esteja alinhado com a política fiscal. Isso me permita cuidar mais da política do ministério. Espero que isso seja definido no seu retorno", afirmou o ministro.

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