Lia de Paula/Agência Senado/Divulgação
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PMDB da Câmara defende aplicação da reforma política a partir de 2016

Afirmação é do presidente do partido, senador Valdir Raupp (GO), que diz haver apoio a plebiscito, mas divergência quanto ao período da consulta e à entrada em vigor das novas regras

Eduardo Bresciani - O Estado de S. Paulo,

02 de julho de 2013 | 14h13

BRASÍLIA - O presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou que a bancada do partido na Câmara deseja que as regras da nova reforma política não sejam aplicadas nas eleições de 2014. Raupp disse que há apoio no partido para a proposta de um plebiscito sobre o tema, mas não há consenso em relação ao período de realização da consulta e da entrada em vigor das novas regras.

"Há dúvida no PMDB sobre a data do plebiscito, se para valer já em 2014. A bancada da Câmara quer que seja realizado em 2014 para valer em 2016 e 2018", afirmou Raupp, nesta terça-feira, 2, após evento realizado pela Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao partido, para discutir as manifestações nas ruas.

Raupp disse que, "se tiver boa vontade", é possível colocar as regras em vigor nas próximas eleições e afirmou que o partido "pode fechar uma posição" sobre o tema em reunião da Executiva que será realizada na noite desta terça-feira.

Na manhã desta terça-feira, o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, entregaram ao Congresso o ofício do Executivo com os cinco temas propostos para um possível plebiscito sobre a reforma política, que incluem o financiamento público das campanhas eleitorais, o voto proporcional ou distrital, o voto secreto no Congresso, o fim da suplência para senador e o fim de coligações partidárias em eleições proporcionais (para vereador ou deputado).

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