Fábio Pozzebom/Agência Brasil - 14/02/2012
Fábio Pozzebom/Agência Brasil - 14/02/2012

PMDB cogita indicar Vital do Rêgo para Conselho de Ética do Senado

Abertura de processo contra Demóstenes depende da nomeação de um presidente para o órgão

Ricardo Brito, da Agência Estado,

04 de abril de 2012 | 18h17

BRASÍLIA - A bancada do PMDB no Senado discute nos bastidores indicar o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) ao cargo de presidente do Conselho de Ética da Casa. Está marcada para a próxima terça-feira uma reunião para eleger o presidente do colegiado, que será responsável por conduzir o pedido do PSOL de abertura de processo de quebra de decoro contra o senador Demóstenes Torres (sem partido - GO). O parlamentar é acusado de ser sócio do empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo da Polícia Federal.

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), conversou com um importante nome do partido sobre um representante da bancada para o cargo. Da conversa, sugeriram lançar Vital, que atualmente ocupa a Corregedoria do Senado. O peemedebista tem a favor o fato de não responder a nenhuma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF), uma dificuldade encontrada em boa parte da bancada da Casa.

O colegiado está sem presidente desde que, na semana passada, o interino, senador Jayme Campos (DEM-MT), se declarou impedido de levar adiante as investigações contra Demóstenes, seu ex-colega de partido. O cargo, pelo critério da proporcionalidade das bancadas, cabe ao PMDB. Mas o partido não indicou ninguém para o posto desde setembro do ano passado, quando o senador João Alberto (PMDB-MA) entrou licença para ocupar um cargo no governo Roseana Sarney.

Contactado por telefone no interior da Paraíba, Vital do Rêgo disse estar "surpreso" com a costura envolvendo seu nome para presidir o conselho. "Não tenho nada contra nem a favor em assumir", afirmou o senador, ao ressaltar que não conversou até o momento com Renan Calheiros sobre a indicação.

Vital lembrou que o corregedor já tem assento no colegiado e, no caso de acumulação de funções, não haveria incompatibilidade. "Não tenho nenhuma pretensão de deixar a Corregedoria, mas temos que conversar", disse. A bancada do PMDB deve se reunir na segunda-feira para decidir se lança um nome próprio ou apoia outra indicação. O PT sugeriu nesta quarta o nome de Wellington Dias (PI). "É um bom nome também", disse Vital.

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