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PMDB avisa Lula que não fecha questão sobre reformas

A cúpula do PMDB comunicou hoje ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o partido não fechará questão para a aprovação de propostas de interesse do governo no Congresso. Se um partido "fecha questão" a favor ou contra determinado projeto, todos os seus deputados e senadores são obrigados a seguir a decisão sob pena de punição. "O PMDB não vai fechar questão sobre nada", afirmou o líder do partido, senador Renan Calheiros (AL), em reunião com o presidente Lula. Estava presente também ao encontro, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), que integra a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara. Enquanto a cúpula do PMDB se encontrava no Palácio da Alvorada, a CCJ votava a constitucionalidade da reforma da previdência. Temer, que tem posição contrária à admissibilidade da taxação dos inativos, foi substituído pelo suplente Paulo Afonso (PMDB-SC). Dos oito deputados do PMDB na CCJ, seis se posicionaram contra a reforma da previdência. Já na votação da taxação dos inativos, quatro ficaram contra o governo. Erro"O PMDB não pode repetir a chantagem que fazia no governo Fernando Henrique", afirmou Calheiros, depois da reunião de hoje da cúpula do partido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada. Na avaliação de Calheiros, o papel de chantagista do PMDB no governo passado, que fazia exigências em troca do apoio no Congresso, foi um erro. "Isso não pode se repetir agora", enfatizou, para acrescentar que, no governo do PT, o PMDB atuará sem cobranças. Renan Calheiros disse que destacou ao presidente a importância do partido no Congresso. No Senado, ele explicou que o partido chegará nos próximos dias a 24 senadores, uma bancada maior que o bloco partidário de apoio ao governo. Na Câmara, o PMDB tem 69 deputados, a segunda maior bancada depois do PT. Por isso, na avaliação de Calheiros, o acordo entre governo e PMDB foi importante para garantir a estabilidade política e a governabilidade, reforçar a base governista e reunificar o partido, que saiu rachado das eleições presidenciais.

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