PMDB avalia situação do partido antes da convenção nacional

Na véspera do depoimento do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) à comissão do Conselho de Ética que investiga seu suposto envolvimento no desvio de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará), o PMDB tem hoje uma jornada de intensas articulações políticas. Antes da reunião da Executiva Nacional, marcada para as 12h30, o presidente do PMDB, senador Maguito Vilela (GO), terá um encontro com o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Na conversa, uma avaliação da situação do partido que chegará dividido à convenção nacional, no dia 9 de setembro, quando será eleito o novo comando do PMDB. Além de Maguito - da ala peemedebista de oposição ao governo Fernando Henrique - disputa a presidência do PMDB o deputado Michel Temer (PMDB-SP), identificado com o grupo afinado com o Palácio do Planalto. Às 17 horas, haverá uma reunião do grupo de Maguito com o governador Itamar Franco, que deverá anunciar seu ingresso na chapa do senador goiano, explicitando, como membro do diretório nacional, sua oposição aos partidários de Temer. Ao mesmo tempo, o PMDB, sobretudo a bancada de senadores, tenta administrar o desgaste político produzido com as denúncias de corrupção contra seu ex-líder e presidente licenciado do Senado e do PMDB. Situação difícilNa avaliação de senadores peemedebistas, dificilmente o senador Jader Barbalho - que deve chegar hoje à tarde a Brasília - conseguirá algum aliado no partido se não conseguir derrubar, amanhã, as provas apresentadas no depoimento do inspetor Abrahão Patruni Júnior, do Banco Central, que o aponta como beneficiário de desvio de dinheiro público do Banco do Estado do Pará (Banpará). Jader deverá contestar as afirmações de Patruni amanhã, em depoimento perante a comissão do Conselho de Ética do Senado encarregada de apurar as denúncias de seu envolvimento na fraude do Banpará. Hoje, a comissão do Conselho de Ética deverá ouvir um relato dos técnicos do BC que, na quinta-feira passada, viajaram para São Paulo e Rio em busca de mais informações sobre os bancos particulares envolvidos no caso do Banpará, como Itaú e Citibank. Além disso, os senadores devem tentar confirmar hoje os depoimentos de funcionários que foram gerentes do Banpará e Itaú no período de 1984 a 1987.

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