PMDB acerta estratégia contra 'rebeldes' do partido

Líder do partido quer enfraquecer oposição de Jarbas e Simon e pedirá retirada dos senadores da CCJ

Cida Fontes, do Estadão

03 de outubro de 2007 | 13h24

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), vai enfraquecer a posição dos senadores do partido que fazem oposição sistemática ao governo. A primeira providência será encaminhar nesta quarta-feira, 3, à Mesa Diretora do Senado, ofício pedindo a retirada dos senadores Pedro Simon(RS) e Jarbas Vasconcelos (PE) da Comissão de Constituição e Justiça.   Veja Também:   Lula janta com aliados e prevê votação da CPMF na terça-feira   Lula acerta ponteiros com PMDB, mas caciques têm novas reivindicações   Essa estratégia foi acertada na última terça, durante jantar da bancada na casa de Valdir Raupp. É na CCJ que, depois de passar pelo Conselho de Ética, o processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) será examinado para verificar se atende aos preceitos constitucionais de legalidade.   A substituição de Simon e Vasconcelos é uma retaliação aos dois que vêm pedindo publicamente a licença de Renan do comando da casa.   Jantar entre líderes   O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os líderes dos partidos aliados jantaram juntos na última terça,  para discutir as relações com o governo. Segundo o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB), ficou acordado que a Câmara poderá convocar sessão extraordinária na próxima terça-feira, 9, para o plenário votar em segundo turno a prorrogação da CPMF até 2011.   Múcio disse que Lula agradeceu aos líderes o apoio e a unidade na aprovação da emenda da CPMF em primeiro turno. Segundo o deputado, uma sessão deliberativa da Câmara deverá ser convocada para segunda-feira com o objetivo de votar a última medida provisória (MP) que estará trancando a pauta na véspera da votação da CPMF.   De acordo com o jornal Bom Dia, Brasil, da TV Globo, ficou definido no jantar que, até a aprovação da emenda, estão suspensas as nomeações de pessoas indicadas pelos partidos aliados para ocuparem cargos no segundo escalão do governo federal. "A idéia é manter a nossa base serena, comprometida com o projeto do governo, sem abrir dissidências necessárias", afirmou à emissora o líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS).   O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), contou que Lula estava descontraído no jantar, durante o qual, segundo o deputado, não se falou de cargos no segundo escalão do governo. "Não havia clima", disse.  

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