PM suspeito da morte de vereador foge do Bope em Alagoas

Soldado é reconhecido por testemunhas que presenciaram o assassinato de Fernando Aldo

Ricardo Rodrigues, do Estadão,

02 de novembro de 2007 | 13h12

O diretor-geral da Polícia Civil de Alagoas, delegado Carlos Alberto Reis, revelou na noite de quinta-feira, 1º, em entrevista coletiva à imprensa, que o PM Aldair Gonçalves - principal suspeito do assassinato do vereador Fernando Aldo - fugiu de moto. A fuga aconteceu quando o PM estava para ser preso por companheiros de farda, em duas viaturas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), comandadas por um capitão da Polícia Militar.  A fuga do principal suspeito de matar o vereador do município de Delmiro Gouveia foi confirmada pelo subsecretário de Defesa Social, coronel PM Ronaldo dos Santos, durante a coletiva, na sede da SDS. Segundo o coronel Ronaldo, o PM Aldair é do Batalhão de Guarda e vinha "negociando" com o comando da corporação a sua rendição. "Quando fomos à casa dele, no Conjunto Dênisson Meneses, ele fugiu". De acordo com Carlos Alberto Reis, o PM Aldair foi reconhecido na quarta-feira à tarde, na sede da Polícia Federal, em uma sala especial, por duas testemunhas que presenciaram o assassinato de Fernando Aldo. O vereador foi morto a tiros, ao sair do Mata Grande Fest, no dia 1º de outubro. Umas das testemunhas revelou que o PM teria praticado tiro ao alvo, em um parque de diversões, momentos antes do crime.  Após o reconhecimento na PF, o suspeito foi para casa, porque não havia mandado de prisão contra ele. Quando a Polícia Civil conseguiu o mandado de prisão, concedido pelos juízes da 17ª Vara Especial Criminal, o PM se recusou a se apresentar e ficou "negociando" sua rendição. Segundo o delegado Carlos Alberto Reis, ele teria dito que estava com medo de ser vítima de "queima de arquivo". Para a cúpula da segurança pública, é uma questão de honra a prisão de Aldair. O coronel Ronaldo dos Santos disse que estava desapontado com fuga do PM Aladair, mas descartou qualquer possibilidade de facilitação. No entanto, disse que ainda vai conversar com capitão do Bope, para saber detalhes da fuga. A delegada Kátia Emanuelly, que preside as investigações sobre o caso, estava decepcionada.

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