PM lança bombas de efeito moral em protesto da UERJ

A Polícia Militar reprimiu uma manifestação de professores e estudantes no câmpus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, no fim da tarde desta quinta. De acordo com vizinhos do campus, no Maracanã, zona norte, foram lançadas bombas de efeito moral e houve pânico entre as pessoas que passavam na rua, próximo à universidade. Técnicos, professores e estudantes estão em greve desde 11 de junho.

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

23 de agosto de 2012 | 19h33

A professora Márcia dos Passos Neves, que mora junto à UERJ, contou que os carros do Batalhão de Choque chegaram por volta das 18 horas. "Parecia barulho de tiro, bomba. As pessoas saíram correndo na calçada. A universidade também ficou completamente às escuras", disse.

À tarde, havia ocorrido uma assembleia coletiva de técnicos professores e estudantes. Ao fim da reunião, houve uma passeata nos arredores da UERJ e o trânsito na Avenida Radial Oeste foi interrompido, provocando engarrafamento. O grupo voltou para a universidade e os estudantes se reuniram em frente a uma agência bancária, para outra assembleia. Nesse momento, os policiais militares chegaram. O grupo foi dispersado com spray de pimenta.

"Os professores já tinham se dispersado e os alunos estavam reunidos em frente à agência, que era o único lugar iluminado. A polícia entrou jogando gás lacrimogêneo. Foi uma coisa muito agressiva, uma repressão inútil, porque não teve depredação, nada", disse o professor de Comunicação Fábio Iório.

Em nota, a Polícia Militar informou que o 4.º Batalhão (São Cristóvão) foi acionado para conter manifestantes da UERJ, que tentavam fechar a Avenida Radial Oeste com pneus. O Batalhão de Choque foi chamado para auxiliar. "Os grevistas deixaram a via, entraram na universidade e depredaram um caixa eletrônico. Uma bomba de efeito moral foi lançada para dispersar o grupo", diz o texto. O movimento grevista nega que o caixa tenha sido depredado.

Tudo o que sabemos sobre:
greveservidoresUERJ

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.