PM desmonta central de prostituição em MG

A Polícia Militar descobriu e fechou, em Belo Horizonte, uma agência de prostituição que estaria prestando atendimento a clientes de pelo menos 28 hotéis da cidade, alguns deles pertencentes a grandes redes nacionais. Segundo a PM, o caso começou a ser desvendado por acaso, quando um carro com duas mulheres e um rapaz foi parado em uma blitz, no centro da capital. No veículo, foram encontrados álbuns de fotos de garotas nuas. Os três ocupantes confessaram trabalhar em uma casa no bairro Prado, Zona Oeste, onde funcionaria uma central de agenciamento de prostitutas e garotos de programa. Os policiais seguiram para o local, onde acharam grande quantidade de material pornográfico, como fitas de vídeo e fotos, e uma lista com os nomes dos hotéis e de funcionários de cada empresa, que seriam os responsáveis pela intermediação dos encontros. Segundo uma das mulheres detidas, que não quis se identificar, o esquema era simples. "Os funcionários dos hotéis, que trabalham como maleiros e mnsageiros, levam nossos ´books´ para os clientes, eles escolhem e nos ligam, chamando para os encontros", explicou. Cada programa, em média, custava R$ 120,00, sendo que as mulheres e garotos de programa ficavam com R$ 35,00 e o restante era dividido entre os mensageiros e o agenciador das garotas. A PM prendeu na casa, onde funciona uma agência de modelos, possivelmente como fachada, três pessoas, que foram levados para a Delegacia de Mulheres, no centro, onde foi aberto inquérito sobre o caso.

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