PM delata deputados e é absolvido de homicídio em AL

O ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante sentou hoje mais uma vez no banco dos réus por mais um crime de homicídio, no Fórum de Maceió. Desta vez ele foi absolvido da acusação de ser um dos mandantes do assassinato do cabo PM José Gonçalves, assassinado a tiros no dia 9 de maio de 1996, no Posto veloz, na entrada do Conjunto Benedito Bentes, na periferia de Maceió.

RICARDO RODRIGUES, Agência Estado

25 de outubro de 2011 | 20h47

Cavalcante foi beneficiado pela deleção premiada, já que assumiu participação no crime e delatou os demais suspeitos.

Entre os suspeitos de participação na morte do cabo Gonçalves apontados pelo ex-coronel Cavalcante estão os deputados estaduais Antônio Albuquerque (PTdoB) e João Beltrão (PRTB), e o ex-deputado federal Francisco Tenório (PMN), este último o único que se encontra preso pelo crime. Albuquerque e Beltrão negam participação no assassinato. Eles continuam exercendo o mandato. Albuquerque inclusive é vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado.

"O meu erro foi ter participado da reunião para tramar a morte do cabo Gonçalves e depois ter ficado omisso, não ter cumprindo a minha missão, como oficial da PM, de ter evitado o crime", afirmou Cavalcante. Segundo ele, a reunião aconteceu na fazenda do deputado Antônio Albuquerque, com a presença dos demais deputados acusados. "Fui para essa reunião sem saber qual era a pauta. Quando tomei conhecimento do que se tratava, tive que me omitir para preservar a minha família", acrescentou.

De acordo com Cavalcante, a morte do cabo Gonçalves fui urdida para selar um pacto de não agressão entre João Beltrão e Chico Tenório. "Um queria matar o outro pouca causa de desavença com o cabo Gonçalves. Quando o deputado Antônio Albuquerque ficou sabendo disso, chamou os dois para uma reunião e pediu para que deixassem aquela desavença de lado e cortassem o mal pela raiz, assassinado o cabo Gonçalves", revelou Cavalcante.

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