PM baleado em atentado em Aracaju vai receber alta

O cabo da Polícia Militar (PM), Jailton Pereira, 41, finalmente vai receber alta médica depois de dois meses e 11 dias internado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), em Aracaju. Ele foi atingido com um tiro na cabeça, no atentado que teve como alvo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE), desembargador Luiz Mendonça.

ANTONIO CARLOS GARCIA, Agência Estado

29 de outubro de 2010 | 18h37

Hoje à tarde ele foi transferido do Huse para o hospital da PM, mas só irá para casa no dia 3 novembro. É que a residência está passando por algumas adaptações, feitas pela Secretaria de Estado da Saúde, para recebê-lo. Em virtude do tiro, cujo projétil continua alojado no lado esquerdo do cérebro, Jailton perdeu os movimentos de um lado do corpo e passará por sessões de fisioterapia.

A diretora clínica e chefe do centro cirúrgico do Huse, Lycia Diniz, lembrou que a lesão de Jailton foi grave "e ele deixou o hospital melhor que nós esperávamos. Ele saiu falando e provavelmente poderá até andar". O neurocirurgião que operou o policial junto com Lycia Diniz, Rilton Moraes disse que o paciente deu entrada no hospital com uma escala de coma de número três, considerado muito grave. A escala vai de três a 15. "Hoje, vê-lo deixar o Huse falando, alimentando-se e respirando sem ajuda de aparelhos é mesmo uma felicidade", afirmou Rilton Moraes.

"No momento, Jailton ficará em uma cadeira de rodas, mas foi uma vitória dos médicos e da tecnologia", completou Lycia. Sobre uma possível recuperação dos movimentos, Rilton Moraes explicou que "o projétil atingiu justamente o lado do cérebro que é responsável pelo controle dos movimentos, por isso ele não mexe do lado esquerdo. Ele também perdeu massa encefálica".

Investigações

Desde o dia do atentado, em 18 de agosto, que a polícia sergipana mantém sigilo sob as investigações. Todas as informações que chegam no Comando de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil são checadas, garantiu o delegado responsável pelo inquérito Thiago Leandro. Mas a ordem é sigilo absoluto.

O atentado foi na avenida Beira Mar, na zona sul de Aracaju. Ele saiu de casa, no bairro Jardins, e se dirigia para o Tribunal de Justiça, no centro da capital, quando quatro homens encapuzados cercaram o veículo e dispararam diversos tiros. Nenhum deles acertou o desembargador. O ataque foi presenciado pela esposa do desembargador, a procuradora geral de Justiça, Maria Cristina Foz Mendonça, que seguia em outro veículo oficial.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.