Plínio de Arruda é enterrado em São Paulo

Corpo de ex-deputado, que morreu nessa terça aos 83 anos, foi enterrado nesta tarde no cemitério do Araçá; colegas destacam atuação política

Isadora Peron e Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2014 | 12h51

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Atualizado às 16h38

São Paulo - Tucanos e petistas compareceram nesta quarta-feira, 9, ao velório do ex-deputado Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), na paróquia São Domingos, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Plínio morreu nessa terça, aos 83 anos, em decorrência de "falência múltipla de órgãos" e foi enterrado no cemitério do Araçá. Além de correligionários, foram prestar homenagens ao ex-parlamentar o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o candidato do PSDB ao Senado, José Serra, e o senador Eduardo Suplicy (PT).

O candidato ao Senado pelo PSDB, José Serra, definiu Plínio como um político "coerente". "Ele mantinha uma grande coerência. E isso não é comum na política brasileira", afirmou Serra ao deixar o velório. Adversários nas eleições presidenciais de 2010, o tucano afirmou que mantinha uma relação de amizade com o ex-deputado. "É uma perda muita grande. É um amigo de muitos anos. Convivemos muito no exílio. Até moramos juntos", contou.

O governador Geraldo Alckmin enalteceu o político como "um homem de grande valor", "figura humana de papel extraordinário".

O governador lembrou que Plínio foi promotor em Pindamonhangaba, cidade natal de Alckmin, e criou o grupo "legionários na defesa do menor de idade", que foi presidido pelo pai do governador. "Depois fui seu colega na constituinte. Ele sempre vibrante", disse o tucano.

O senador petista Eduardo Suplicy afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou por ele uma mensagem à família de Arruda, que foi um dos fundadores do PT.

Na mensagem, Lula diz saber com "muita tristeza" da morte de Plínio. "Plínio dedicou toda sua vida à luta pela igualdade, enfrentando a ditadura, na fundação do Partido dos Trabalhadores e no apoio sempre presente aos movimentos sociais brasileiros", escreveu o ex-presidente, que enviou sua solidariedade "aos familiares, amigos e companheiros de militância".

O deputado federal e ex-petista Chico Alencar (PSOL-RJ) cobrou a presença do ex-presidente. "Foi uma insensibilidade que o Lula de antigamente, que eu conheci, que o Plínio conheceu, não tinha. Fiquei muito triste, mas cada um sabe a quem destinar o seu tempo, seu carinho e seu afeto", disse Alencar, afirmando ainda que Lula enviou uma coroa de flores.

O deputado lembrou que Plínio foi responsável pelo programa sobre reforma agrária que Lula apresentou durante a campanha de 1989, quando concorreu pela primeira vez à presidência da República.

Em nota, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) falou sobre a dedicação do ex-deputado à causa agrária e aos trabalhadores rurais. "Seu empenho na busca de alternativas para superar a situação injusta  de concentração da propriedade da terra, são um exemplo e um estímulo a todos quantos hoje ainda lutam pela reforma agrária e por condições melhores para os que vivem do trabalho na terra", diz o texto, assinado pela coordenação da Executiva Nacional da CPT.

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