'Plebiscito é uma questão de honra para o PT', diz líder

O PT terminou quase isolado no debate congressual sobre a realização de um plebiscito imediato sobre reforma política. O partido da presidente Dilma Rousseff conseguiu apoio apenas de PC do B e PDT e decidiu manter o discurso mesmo sabendo da falta de chances de viabilizar o desejo do Planalto. "O plebiscito é uma questão de honra para o PT", afirmou o líder do partido, José Guimarães (CE), após a reunião em que a grande maioria dos líderes rechaçou a ideia.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

09 de julho de 2013 | 19h45

Para evitar um desgaste ainda maior de o Planalto ser forçado a realizar novo recuo no tema, acertou-se que o PT terá liberdade para propor a proposta, caso consiga apoio em outras legendas. Para apresentar um projeto de decreto legislativo sobre o plebiscito será preciso conseguir assinaturas de 171 deputados. Juntos, PT, PC do B e PDT têm apenas 128 representantes na Câmara.

Caso consiga o apoio para fazer o projeto tramitar - isso é comum, pois os parlamentares costumam apoiar todo tipo de proposta dos colegas, deixando para a votação decidir o mérito -, o projeto deverá enfrentar resistência ainda maior dos outros partidos, por verem nela uma pressão externa do Executivo e uma tentativa do PT de tirar proveito da movimentação das ruas dos últimos 30 dias. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), resumiu a possibilidade de o PT conseguir vencer o embate. "Pode até conseguir assinatura para apresentar, mas jamais terá maioria para aprovar".

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