Planos de saúde querem 15% de reajuste

O índice de reajuste dos planos de saúde, a ser definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nem saiu ainda e já provoca especulações. Nesta segunda-feira circulou a informação de que a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) teria solicitado reajuste de 15% à ANS. Mas a solicitação partiu apenas da Abramge do Rio, uma das regionais da associação. Segundo a assessoria de imprensa da Abramge nacional, a entidade não apresentou índice de reajuste para a ANS.No Rio, a ANS ainda não tem prazo para fixar o teto de reajuste dos planos de saúde. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a agência está avaliando as planilhas de custo das operadoras. Prejuízos com a epidemia de dengue não serão considerados, como algumas empresas querem; elas já incluem uma taxa de risco ao apresentar seus gastos à ANS.O diretor da ANS, Januário Montone, não quis comentar o reajuste de 15% pedido pela Abramge-RJ, por considerar que se trata de pressão do setor. O aumento fixado pela ANS deve acompanhar os índices de inflação dos últimos 12 meses. As operadoras criticam o reajuste único para todo o setor.As entidades de defesa do consumidor propõem a criação de um índice específico. Há sete anos, os médicos reivindicam, sem sucesso, aumento dos honorários que recebem dos convênios.

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