Planos de saúde podem adotar tabela pedida por médicos

Os principais representantes de planos de saúde no Brasil ? a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e o Sindicato das empresas de Medicina de Grupo (Sinamge) ? pretendem adotar a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos CBHPM. Essa tabela é uma exigência dos médicos, que reclamam de baixa remuneração. E é por conta desta tabela que os médicos de São Paulo estão boicotando sete empresas de seguro-saúde que se recusam a adotá-la. O boicote às seguradoras (AGF, Marítima, Unibanco, Notre Dame, Porto Seguro, Sul América e Bradesco) teve início na última sexta-feira. Desde aquele dia, os médicos que aderiram ao movimento estão cobrando por consultas e procedimentos clínicos, obrigando os pacientes a pedir o reembolso do que gastarem às suas seguradoras. A Abramge e o Sinamge congregam 300 empresas de planos de saúde do País. As seguradoras que estão sofrendo o boicote não são, assim, filiadas às entidades. Mesmo assim, para o presidente da Associação Paulista de Medicina APM, José Luiz Gomes do Amaral, a decisão das entidades de adotar a classificação não deixa de ser uma vitória para o movimento. Isso porque ela acabará evitando que o boicote se estenda também aos planos de saúde."O boicote não atingiu ainda os planos porque isso penalizaria demais os usuários, uma vez que, nesse caso, os pacientes não poderiam pedir o reembolso do que gastariam nas consultas", explica. "A iniciativa foi importante para se evitar mais desgastes."Além das entidades que congregam as empresas de planos de saúde, a Unimed Brasil e a Unidas também já se comprometeram a adotar, gradativamente, a nova classificação. Entidades de defesa do consumidorHoje, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Luiz Flávio Borges D´Urso, vai se reunir com entidades de defesa do consumidor e representantes das empresas de saúde para discutir o assunto. Estarão presentes também representantes do da Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg) e da Associação Médica Brasileira AMB.

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