Planilha indica que cunhada de Vaccari recebeu mais dinheiro da OAS

Documentação apreendida pela PF indica que Marice Correa de Lima teria recebido R$ 244.240 por meio de Alberto Youssef, além de outros R$ 110 mil da empreiteira

Andreza Matais e Fábio Fabrini, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2014 | 18h42

BRASÍLIA - Uma planilha apreendida pela Polícia Federal indica que Marice Correa de Lima, cunhada do tesoureiro do PT João Vaccari, recebeu R$ 244.240 do doleiro Alberto Youssef. A planilha foi citada pela Polícia Federal ao inquirir o presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho. A PF questionou o empresário sobre se os valores foram realmente pagos à Marice. Também perguntou se ele conhece Vaccari. O presidente da OAS não respondeu a nenhuma das 43 perguntas feitas pelos delegados da Lava Jato. Léo Pinheiro, como é conhecido o presidente da OAS, preferiu ficar calado, seguindo orientação dos seus advogados. Ele foi preso na sexta-feira na sétima fase da operação que investiga corrupção na Petrobrás.

A cunhada de Vacarri também teria recebido R$ 110 mil da OAS, segundo troca de mensagens interceptadas pela PF. O dinheiro foi entregue no apartamento dela em São Paulo, em dezembro de 2013. Os dados da planilha indicam que os outros valores foram entregues no dia 3 de dezembro de 2013. Ela foi conduzida à PF para prestar depoimento na última sexta-feira, mas foi solta em seguida. Marice Correa é filiada ao PT paulista e trabalha na Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas, um órgão ligado à CUT.

A PF também questionou o presidente da OAS sobre o destino dos 3% que eram acrescidos pelas empreiteiras nas obras contratadas pela Petrobrás. Quis saber se ele conhecia Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobrás. E, ainda, se tinha conhecimento sobre a offshore Santa Tereza que teria recebido US$ 4,8 milhões da OAS African Investment Limited. O presidente da OAS não respondeu a nenhuma das perguntas. A PF pediu à Justiça para estender a prisão temporária do presidente da OAS por mais cinco dias. O Ministério Público solicitou converter a prisão temporária em preventiva, quando não há prazo para soltura. A Justiça ainda não se manifestou a respeito.

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