Planejamento e CGU orientam sobre uso de cartões

Novas regras entraram em vigor na última segunda-feira, para disciplinar o uso dos cartões corporativos

ROSANA DE CASSIA, Agencia Estado

07 de março de 2008 | 15h16

O Ministério do Planejamento e a Controladoria Geral da União (CGU) encaminharam aos demais ministros aviso circular esclarecendo as novas regras de uso dos cartões corporativos do governo federal. As novas regras entraram em vigor na última segunda-feira, para disciplinar o uso dos cartões corporativos, depois das denúncias de suspeita de mau uso desse instrumento que culminaram com a demissão da ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro.  Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos  Veja os indicados para CPI dos Cartões; governo é maioriaAcordo dá presidência da CPI mista dos cartões ao PSDB Pelas novas regras, os saques em dinheiro passam a ser limitados e dependem de autorização do ministro de cada pasta. Orientações mais detalhadas serão fornecidas posteriormente pelo Ministério do Planejamento e Controladoria. A informação é do Ministério do Planejamento.  Na quinta, o  presidente do Senado, Garibaldi Alves, leu em plenário o nome dos integrantes da CPI destinada a investigar irregularidades no uso dos cartões. Após este ato, a comissão já pode ser instalada o que, inicialmente, está previsto para terça-feira.  Entre os integrantes chama atenção o fato de o PTB ter indicado como seu representante titular o senador Gim Argello (DF), que substituiu Joaquim Roriz quando o senador renunciou o cargo para não ser processado por quebra de decoro parlamentar. Roriz, também ex-governador do DF, é um dos suspeitos de envolvimento no esquema de desvio de recursos do Banco Regional de Brasília (BRB), investigado na Operação Aquarela. Argello também consta entre os suspeitos.  A presidência da comissão ficará com a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) e a relatoria, com o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).  Na última quarta, Marisa  informou  que as investigações sobre o uso desses instrumentos pelo governo federal devem ser concluídas em 90 dias, dentro do prazo inicialmente previsto. Serrano observou que a CPI precisará cumprir o calendário por conta das eleições municipais em outubro, quando o Congresso Nacional entra em recesso branco.

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