Planalto vive 'tensão' diante do impasse sobre vetos

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, justificou, em discurso, a ausência da presidente Dilma Rousseff na festa de confraternização de fim de ano dos funcionários do Palácio do Planalto a "momentos de tensão" que estão sendo enfrentados pelo governo com as votações dos vetos que estão sendo apreciados pelo Congresso. "Estamos com dias de muita tensão, com votações de vetos no Congresso e projetos que a gente têm de arrumar até a última hora", disse Gilberto, explicando o motivo de a presidente não comparecer à festa.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

18 de dezembro de 2012 | 16h04

O governo ficou aliviado na segunda-feira (17) com a decisão do ministro do STF, Luiz Fux, que concedeu liminar suspendendo a votação da urgência para apreciação do veto parcial de Dilma ao projeto que aprova novas regras para distribuição dos royalties do petróleo. Mas nesta terça-feira (18) vigora um temor de que a liminar possa ser derrubada em algum momento ou que alguma manobra seja realizada para apressar a votação, em bloco, dos mais de 3 mil vetos anteriores.

Depois, ao final da cerimônia, em entrevista, ao ser questionado se o governo temia a derrubada da liminar, o ministro Gilberto respondeu: "a gente não pode saber isso, é muito difícil especular sobre isso". E, em seguida, ressalvou: "Mas a gente tem que estar pronto para qualquer alternativa".

Gilberto Carvalho comentou ainda que a presidente Dilma ainda está muito cansada da última viagem e que tem muitos assuntos para fechar neste final de ano, citando, como exemplo, o pacote de concessão de aeroportos. "Nós estamos na iminência da questão da votação dos vetos. Ela está tendo que analisar com muito carinho, com muito cuidado, essa coisa dos vetos. Estamos discutindo aeroportos, com intermináveis reuniões", explicou o ministro.

O ministro da Secretaria-Geral acrescentou que, na tarde desta terça a presidente gravará o pronunciamento oficial de final de ano, que irá ao ar no Natal. "É isso, esse conjunto de coisas que a gente achou mesmo melhor poupá-la, para poder dar uma descansada. Os dias ficaram muito curtos para muito trabalho", completou Carvalho. A presidente Dilma está, neste momento, no Palácio da Alvorada, na gravação do pronunciamento oficial por ocasião das festas de final de ano, e não deverá voltar hoje ao Planalto.

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