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Dida Sampaio/Estadão
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Planalto tenta manter vice alinhado à gestão

BRASÍLIA - Mesmo diante dos sinais de afastamento do vice Michel Temer, a presidente Dilma Rousseff procurou na terça-feira o peemedebista para conversar e tentar alinhar o discurso entre eles. Os dois estiveram juntos no fim da tarde, antes de Temer participar de um jantar com governadores do PMDB no Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência.

Tânia Monteiro, Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2015 | 02h01

Durante o jantar com os peemedebistas, Temer mostrou simpatia ao aumento da Cide sobre a gasolina como uma das formas de ampliar a arrecadação.

Depois de o vice não comparecer à reunião da coordenação política pela manhã, Dilma telefonou para Temer e pediu para que ele convocasse os líderes da Câmara para tratar da pauta de votações da semana. Deputados foram chamados de última hora para o encontro, do qual participaram os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Eliseu Padilha (Aviação Civil).

Após essa reunião, Dilma e Temer estiveram juntos no Palácio do Planalto. O clima de apreensão no governo em relação às movimentações de Temer aumentou depois de o vice dizer, na semana passada, que a presidente não conseguiria permanecer no cargo se o governo continuasse tão mal avaliado pela população.

No domingo, diante do mal-estar causado pelas declarações, a assessoria da Vice-Presidência divulgou uma nota descartando qualquer movimento de "conspiração" de Temer contra Dilma. O gesto foi bem recebido por ministros palacianos, que têm adotado o discurso de que confiam no peemedebista e não acreditam que ele possa vir a apoiar um eventual pedido de impeachment da presidente.

Reaproximação. Apesar de ainda não haver uma estratégia traçada, há consenso entre os auxiliares da presidente que o melhor caminho agora é a reaproximação com o vice. Com isso, esperam impedir que o PMDB desembarque do governo, o que deixaria a petista ainda mais isolada.

Na semana passada, Dilma ouviu esse conselho inclusive do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, ele defendeu que se o governo perder o apoio do PMDB, o desfecho da crise será imprevisível.

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