Ueslei Marcelino/REUTERS
Ueslei Marcelino/REUTERS

Planalto se divide e ainda avalia impacto para Temer da condenação de Lula

Notícia foi celebrada por alguns auxiliares, mas vista com cautela por outros

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2017 | 16h49

BRASÍLIA - A decisão do juiz Sérgio Moro de condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e seis meses de prisão ainda está sendo avaliada por interlocutores do presidente Michel Temer. No Planalto, a notícia foi celebrada por alguns auxiliares, mas vista com cautela por outros.

Na linha do que a notícia pode trazer de positivo para Temer está entre os argumentos o fato de o presidente sair do foco da crise política, já que a repercussão da sentença de Lula deve ganhar espaço. Além disso, argumentam que a oposição agora vai ter que focar em fazer a defesa do petista e perderá fôlego para as criticas contra o presidente.

Por outro lado, um interlocutor do presidente reconhece que a decisão mostra que há uma mudança de paradigmas no País e que políticos estão cada vez mais sujeitos a decisões judiciais. Segundo essa fonte, é inegável que uma decisão de condenar Lula abre precedente para que outros políticos como o próprio Temer e seus ministros que são investigados também sejam condenados.

Políticos versus justiça. Há ainda a narrativa de que é preciso cautela ao se posicionar a favor ou contra da decisão já que a classe política está em guerra com o Judiciário. Após ser denunciado pelo Procurador-Geral da República, o presidente Michel Temer se disse perseguido e tem feito nos bastidores acusações de abuso por parte de Janot e também no ministro do Supremo, Edson Fachin, que autorizou a abertura de inquérito contra ele.

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