Planalto quer que suspeito de vazar dossiê deixe a Casa Civil

Aliado do ex-ministro José Dirceu, Aparecido Nunes foi apontado como responsável por vazar dados de FHC

Leonêncio Nossa, da Agência Estado,

09 de maio de 2008 | 12h24

O Palácio do Planalto espera que o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, peça afastamento do cargo, informam assessores do governo à Agência Estado nesta sexta-feira, 9. Uma sindicância da Casa Civil indicou que Aparecido Nunes é o autor do vazamento do dossiê de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira dama Ruth Cardoso. Aparecido é funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União (TCU) e foi levado pelo ex-ministro e deputado cassado  José Dirceu para a Casa Civil quando ele era ministro.   Veja também: Acusação de que aliado vazou dossiê é 'inverossímil', diz Dirceu Oposição quer suspeito de vazar dossiê na CPI dos Cartões Veja o dossiê com dados do ex-presidente FHC  Lula diz que Dilma foi 'motivo de orgulho' na sabatina Com depoimento de Dilma, CPI chega ao fim, diz Garibaldi Enquete: Na sua opinião, a ministra Dilma saiu fortalecida da sabatina no Senado Entenda a crise dos cartões corporativos  Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição Ministra se exalta ao responder a provocações O afastamento por parte do secretário, na avaliação de assessores, evitará constrangimentos internos. Pires terá de prestar informações, nos próximos dias, à Polícia Federal. Ministros e auxiliares diretos de Lula avaliam, ao longo do dia, as estratégias políticas que o Planalto deverá adotar no debate com a oposição, dizem assessores. A oposição quer chamar o funcionário para depor na CPI dos Cartões.   Em nota no seu blog nesta sexta-feira, Dirceu defendeu Aparecido Nunes e chamou "inverossímil" a acusação contra o funcionário. "Parece-me, assim, totalmente inverossímil que um petista histórico como a imprensa registra, envie para um senador da oposição, via um assessor, documento com dados que seriam usados contra o governo e seu partido", afirma em nota. Uma troca de e-mails entre Aparecido e um funcionário do gabinete do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi o elemento-chave para rastrear o caminho dos documentos com os gastos do ex-presidente. Dirceu também contesta o fato de ter seu nome relacionado ao caso.

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