Planalto pede e Bastos atuará na defesa de construtora

O Palácio do Planalto recorreu a um ?bombeiro? muito ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atuar no ?incêndio? da Operação Castelo de Areia, que investiga a construtora Camargo Corrêa em acusações de supostos crimes financeiros, corrupção e doações ilegais para políticos e partidos, inclusive da base governista. Respondendo a um pedido direto do Planalto, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça e conselheiro do presidente, entrou no caso. Bastos foi contratado ontem pela empreiteira. O apelo ao advogado se deve ao temor do Planalto de que uma crise atinja colaboradores próximos. A empreiteira, oficialmente, é doadora também do PT.

AE, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 08h54

Bastos continua atuando como conselheiro informal do presidente nas áreas política e judicial. Quando fala em nome de Lula, o ex-ministro o chama de ?meu melhor cliente?. Com 50 anos de experiência nos tribunais, Bastos fará parceria com o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, seu amigo, que já é advogado da Camargo Corrêa.

Ontem de manhã ele recebeu em seu escritório, para longa reunião, Luiz Nascimento e Carlos Pires, sócios da empreiteira, e Victor Hallack, principal executivo. ?Sou amigo de um dos diretores, eles nos procuraram?, esquivou-se Bastos. Na quarta-feira, quando estourou a operação Castelo de Areia, o ex-ministro encontrou-se com Lula, em Brasília. ?Estive com o presidente ligeiramente. Entrei e cumprimentei-o.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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