Planalto não precisa atuar contra CPI dos cartões, diz Múcio

Requerimento da CPI dos cartões foi apresentado na semana passada pelo deputado Carlos Sampaio

Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo,

06 de fevereiro de 2008 | 16h23

O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse nesta quarta-feira, 6, ao chegar ao Congresso, não ser necessária uma atuação do Congresso para evitar a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar os gastos do governo com os cartões corporativos. "Não precisa disso", limitou-se a afirmar.   Veja também:   Após denúncia, governo publica mudanças para cartões Congresso volta ao com CPI na mira e sete MPs na pauta Lula nomeia secretário-adjunto para lugar de Matilde 'CPI vai investigar desde 2001', diz Carlos Sampaio   O requerimento da CPI dos cartões, apresentado na semana passada, é de autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).   As denúncias sobre o uso indevido dos cartões já derrubaram a ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, na sexta-feira passada. Denúncias de uso indevido do cartão corporativo atingiram também os ministros Orlando Silva (Esporte), que devolveu à União os valores gastos nos últimos dois anos, e Altemir Gregolin (Pesca) e os seguranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva baseados em São Bernardo do Campo. No último caso, a Presidência informou que não se manifestará sobre despesas sigilosas.   O líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP) defendeu nesta quarta-feira a criação da CPI. "A CPI não é para perseguir o presidente Lula e seus familiares", afirmou o tucano, ao defender a redução do número de cartões corporativos, hoje distribuído a 13 mil pessoas.   (Com Reuters)

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