Planalto já admite 'fim da linha' para Renan

Se escapar da cassação, Renan Calheiros (PMDB-AL) sofrerá pressão do Planalto e do PT para que deixe a presidência do Senado. Com outros dois processos e uma representação por quebra de decoro a persegui-lo, Renan não reúne mais, segundo avaliação de assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condições para conduzir o Senado. No Planalto, a preocupação é, assim, com o cenário pós-julgamento. Uma eventual salvação do fiel aliado poderá reforçar a insistência de Renan em permanecer no cargo, o que vai criar dificuldades para a votação de projetos de interesse do governo no Senado, como a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).A renúncia de Renan à presidência é bem-vinda e começa a ser estimulada no Planalto. Na opinião desses auxiliares de Lula, Renan desgastou-se com senadores da oposição e até do governo ao longo do processo no Conselho de Ética. O problema de relacionamento poderia prejudicar a tramitação de matérias importantes. A prorrogação da CPMF e da Desvinculação das Receitas da União (DRU), por exemplo, tem de ser aprovada até o fim do ano.Além do mais, uma eventual salvação de Renan não vai livrá-lo de outros escândalos, como o que vem sendo alimentado pelo usineiro João Lyra, inimigo declarado do presidente do Senado. Portanto, se Renan hoje está enfraquecido, deverá continuar do mesmo jeito pelos próximos meses.Caso Renan renuncie, o PMDB prepara a candidatura do senador Gerson Camata (ES). O Planalto tem preferência por dois outros nomes, o do senador José Sarney (PMDB-AP), aliado de Lula, e do atual vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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