Planalto e PT tentam coibir apetite do PSB

O Planalto começou a introduzir nas pretensões do PSB uma "vacina anticargo". Vitorioso no processo eleitoral municipal, o partido do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi confrontado com um levantamento que mostra que a expansão da legenda ocorreu sob o guarda-chuva do governo federal, principalmente em áreas de atuação do Ministério da Integração Nacional, comandado pelo PSB.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

01 de novembro de 2012 | 10h17

A presidente Dilma Rousseff, que na terça-feira (6) receberá para uma conversa descontraída lideranças petistas e peemedebistas, em seguida deverá receber Campos. Membros do PT já temem que o PSB aumente sua participação no primeiro escalão do governo, mesmo sem o Planalto falar em ampliação desse espaço. O partido tem duas pastas, Portos e Integração Nacional, esta classificada como "polpuda" em função de sua capilaridade no território nacional.

Nos bastidores, dirigentes petistas reconhecem o crescimento do PSB, mas preferem dizer que o partido já está muito bem aquinhoado. Ainda na avaliação petista, as acomodações pós-eleições deveriam se resumir a atender Gabriel Chalita, do PMDB, considerado peça fundamental na vitória de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo, e o PSD, de Gilberto Kassab, como se desenha no Planalto. Eles não gostariam de ver o PSB ampliar seu espaço na Esplanada, mas temem que isso possa acontecer.

Campos, que está sendo esperado em Brasília em data ainda a ser marcada, vai conversar com Dilma como presidente do PSB. Após o 2.º turno, o governador apresentou números do crescimento da legenda e fez questão de mandar um recado a Dilma e aos petistas. Em sua fala, deixou a mensagem que "ficou a lição" de que o PSB apoiou mais o PT nessas eleições do que PT apoiou o PSB. Campos lembrou que, enquanto o PSB apoiou o PT em 11 cidades, o PT só apoiou o PSB em uma, Duque de Caxias (RJ). "Fica a lição", avisou.

O Planalto sabe que o PSB é um aliado importante. "Não queremos abrir mão do PSB", disse um assessor palaciano. A intenção do Planalto, no entanto, é "monitorar" Campos, mantendo a boa relação atual, apesar de reconhecer que houve estremecimento em virtude da disputa em várias cidades, como Fortaleza, onde o rompimento foi declarado. Campos é potencial candidato à Presidência em 2014 e tudo dependerá do que ocorrer até lá. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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