Planalto diz que 'não houve confissão nenhuma' sobre diálogos com Joesley

Presidente contesta versão de Janot de que peemedebista não negou encontro 'noturno e secreto' com empresário ou que ouviu relato de um criminoso

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2017 | 19h40

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto rebateu nesta noite de sexta-feira, 26, as afirmações do procurador-geral da república, Rodrigo Janot, de que o presidente Michel Temer teria feito uma "confissão espontânea" durante os pronunciamentos públicos realizados após o escândalo das gravações com Joesley Batista vir à tona ao admitir o encontro, à noite, com o executivo no Palácio do Jaburu. “Não houve confissão alguma. O presidente apenas confirmou um fato que ocorreu, no qual não houve qualquer ilicitude ou ilegalidade. Não há o que esconder”, afirmou a Secretaria de Comunicação da Presidência, após ser questionada pela reportagem. Segundo Janot, que pediu autorização ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tomar o quanto antes o depoimento de Temer, do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no inquérito aberto contra os três a partir da delação da JBS, “em que pese Michel Temer alegar ilicitude da gravação e questionar a integridade técnica desta, cumpre ressaltar que, em pronunciamentos recentes, o Presidente da República não negou o encontro nem diálogo noturno e secreto com o colaborador JOESLEY BATISTA, tampouco nega que o colaborador tenha lhe confessado fatos criminosos graves, o que demandaria, no mínimo, comunicação de tais crimes as autoridades competentes", afirmou. Janot interpretou que, nos pronunciamentos de Temer, houve "confissão no sentido de que os interlocutores dialogaram sobre possível corrupção de agentes públicos".

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