Planalto diz que espionagem dos EUA é 'caso superado' e não afetará acordos

Ministro diz que convite para que Obama venha ao Brasil está mantido e que preocupação é com as relações futuras com os EUA

André Borges, João Villaverde e Isadora Perón, O Estado de S. Paulo

04 de julho de 2015 | 13h10

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, porta-voz da Presidência da República, disse que as espionagens feitas pela Agência de Segurança Nacional dos EUA nos telefones da presidente Dilma Rousseff e diversos ministros são "um caso superado" e que em nada afetam os acordos que foram firmados entre os dois países na última semana. 

Neste sábado, o grupo Wikileaks revelou que 29 números de telefones de membros do alto escalão do governo brasileiro foram selecionados para serem alvos de uma "intensiva interceptação" pela agência americana. Até mesmo o avião presidencial de Dilma foi alvo das interceptações, que teriam ocorrido em meados de 2011.

Ao Estado, Edinho Silva disse que "os fatos divulgados são referentes a episódios antigos" e que o governo foi a público e assumiu compromissos de que havia adotado "novas práticas".

"Para o governo brasileiro o episódio está superado. A viagem que fizemos aos Estados Unidos foi de qualificação e construção de parcerias importantes, de fortalecimento de atos de amizade. A presidenta fez o convite para que o presidente Obama visite o Brasil e isso está mantido. O governo está preocupado com nossas relações futuras", disse Edinho.

Segundo o ministro, a presidente Dilma não fez nenhum pedido até o momento para que as novas revelações sejam investigadas. "O importante é que o governo americano reconheceu que erros foram cometidos e que ele propôs uma nova prática. É um episódio superado. A vontade da presidenta Dilma é de uma relação respeitosa, de acordos importantes e fundamentais", disse. 

Edinho afirmou que o caso "em nada prejudica" os acordos bilaterais recentemente firmados entre os dois países e que o foco está em uma "agenda positiva".

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