Planalto define reação contra PSDB na CPI da Petrobras

O governo já dá a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras como ?fato consumado?, mas vai tentar fazer do limão uma limonada: a estratégia é carimbar o PSDB como partido que age de olho em dividendos políticos, sem se importar em causar ?instabilidade? à maior estatal do País, mesmo em momento de crise. O tom do contra-ataque, dado no fim de semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao dizer que o PSDB adotou atitude ?irresponsável? e ?impatriótica?, tem o objetivo de isolar os tucanos e jogá-los contra a opinião pública.

AE, Agencia Estado

19 de maio de 2009 | 07h40

A tática começou a ser alinhavada na sexta-feira, quando Lula - antes de embarcar para viagem de uma semana a Arábia Saudita, China e Turquia - se reuniu no Palácio da Alvorada com os ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais). Ali ficou acertado que o governo faria tudo para abortar a CPI, mas não perderia de vista o foco antitucano. Detalhe: o PSDB do governador de São Paulo, José Serra - pré-candidato à sucessão de Lula -, deverá ser o principal adversário do Planalto na eleição de 2010, provavelmente contra a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT).

?Lamento que tenhamos chegado a esse ponto?, disse Múcio. ?O motor da nossa economia é a Petrobras e estranhamos essa posição do PSDB de querer atrapalhar o trabalho e os investimentos da maior empresa do Brasil na semana em que ela está assinando um contrato gigantesco com o governo chinês.? Não é à toa que os governistas nunca citam o DEM em seus comentários, embora vários senadores do partido tenham assinado o requerimento da CPI. O Planalto acredita que parlamentares do DEM tentaram respeitar o acordo de líderes firmado na quinta-feira, quando todas as siglas se comprometeram a não instalar a CPI antes de ouvir o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mais conteúdo sobre:
CPI da PetrobrasPlanaltoPSDB

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.