Planalto decide que não defenderá Agnelo Queiroz de denúncias

Avaliação é de que governo federal já fez o que poderia fazer e que problemas não são de hoje

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

12 de abril de 2012 | 20h54

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto não vai socorrer o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que tem sido alvo de inúmeras denúncias. No Planalto, a avaliação é de que o governo federal já fez o que poderia fazer, cedendo o secretário executivo de Gilberto Carvalho, Swedenberger Barbosa, para dar um suporte para Agnelo. As denúncias, no entanto, não são de hoje.

No próprio Palácio, auxiliares da presidente lembram que os problemas com Agnelo vêm desde o tempo em que ele ocupava o Ministério dos Esportes, e, portanto, não há muito o que fazer em defesa dele. No momento, estes auxiliares consideram crítica a situação do governador.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, que deverá ser instalada na semana que vem, vai exigir de Queiroz explicações sobre a suposta cobrança de fatura por parte da Delta Construções por doações eleitorais.

De acordo com as gravações feitas pela Polícia Federal para a Operação Monte Carlo, que desmontou o esquema feito pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a empresa negociava facilidades diretamente com a cúpula do governo de Brasília.

 

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