Divugação/STF
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Planalto confirma em nota convite para Grace Mendonça assumir a AGU no lugar de Medina

Ela vai substituir Fábio Media Osório; Grace é a primeira mulher no primeiro escalão do governo

Carla Araújo e Fábio Fabrini, O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2016 | 11h20

BRASÍLIA – O Palácio do Planalto confirmou na manhã desta sexta-feira, 9, em nota, o convite do presidente Michel Temer para que a doutora Grace Maria Fernandes Mendonça assuma “o honroso cargo” de Advogado-Geral do União (AGU). Grace substituirá o advogado doutor Fábio Media Osório. A informação foi antecipada pela colunista Vera Magalhães.

Segundo fontes do Planalto, Temer esteve pessoalmente com Grace nesta manhã em seu gabinete e falou com Osório apenas por telefone. Na nota, o presidente agradeceu “os relevantes serviços prestados pelo competente advogado”.

Com a substituição, Temer pretende resolver dois problemas: inclui a primeira mulher no primeiro escalão do governo e tira um ministro que, além de ter um trabalho que vinha sendo contestado pelo governo, teve uma conversa classificada por alguns interlocutores como “dura” com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. 

Grace Mendonça é funcionária de carreira da AGU e responsável pelo acompanhamento das ações no Supremo Tribunal Federal. O governo não conta mais com a AGU como ministério, mas vai enviar uma PEC ao Congresso para garantir que o Advogado-Geral da União tenha as mesmas prerrogativas de ministro.

Problemas. Além dos problemas com Padilha, Osório deixa a pasta "pelo conjunto da obra". Uma das primeiras críticas a Osório foi o fato de ele ter sugerido estratégias que se revelaram ineficientes e equivocadas no caso da substituição do presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, no início da interinidade do presidente Temer, o que gerou uma série de problemas ao governo na estatal. Tais questões estão, aparentemente, resolvidas com a suspensão da liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, do STF, permitindo que Melo se mantivesse à frente da presidência da empresa.

Pouco depois, desagradou também ao Planalto a iniciativa de Osório de investigar a atuação de seu antecessor, José Eduardo Cardozo, criando mais uma frente de atrito. Além disso, ele teria "atropelado" seu padrinho, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, marcando uma "reunião de emergência" com Temer para despachar assuntos de rotina.

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